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domingo, 5 de agosto de 2012

Postagem verde

         



           E o nosso código florestal, como vai ficar, afinal? Enquanto aguardamos o resultado definitivo, após todas as correções e emendas governamentais , apresento á seguir uma breve homenagem ao nosso patrimônio verde.

            
                    Cesar S.Farias      

  

            Segundo alguns dados,  as florestas ocupam cerca de 30% da superfície terrestre. Elas são vitais para a vida do ser humano, devido
 a muitos fatores principalmente de ordem climática. As florestas podem ser de formação natural ou artificial.





     
            Uma floresta de formação natural é o habitat de muitas espécies de animais e plantas, e a sua biomassa por unidade de área é muito superior se comparado com outros biomas. Além disso, a floresta é uma fonte de riquezas para o homem: fornece madeira, resina, celulose, cortiça, frutos, bagas, é abrigo de caça, protege o solo da erosão, acumula substâncias orgânicas, favorece a piscicultura, cria postos de trabalho, fornece materiais para exportação, melhora a qualidade de vida.




      As florestas plantadas são aquelas implantadas com objetivos específicos, e tanto podem ser formadas por espécies nativas como exóticas. Este é o tipo de florestas preferido para o uso em processos que se beneficiem da uniformidade da madeira produzida, como a produção de celulose ou chapas de fibra, também chamadas de placas de fibra, por exemplo. Assim como as culturas agrícolas, o cultivo de florestas passa pelo plantio, ou implantação; um período de crescimento onde são necessários tratos culturais (ou silviculturais) e um período de colheita.



          A mais conhecida floresta é a floresta pluvial Amazônica, maior que alguns países. Erroneamente considerada o Pulmão do Mundo, não é, pois foi comprovado científicamente que a floresta Amazônica consome cerca de 65% do oxigênio que produz (com a fotossíntese) com a respiraçao e transpiração das plantas. Atualmente aceita-se o conceito de "ar condicionado" do mundo, devido a intensa evaporação de água da bacia. A corrente de ar e a intensa atividade biológica contribuem para manter a temperatura média do planeta e retardar o efeito estufa.




           Existem também as florestas tropicais SAZONAIS. São aquelas que perdem suas folhas nas estações de Inverno e Outono, adquirindo uma cor amarelada, avermelhada ou alaranjada.






quinta-feira, 26 de julho de 2012

O Rei do Pop

    





           A mídia e a opinião pública em geral, costumam serem mordazes com as celebridades do mundo pop, principalmente no que tange a vida pessoal delas. Um dos célebres exemplos, que ilustro aqui, na minha postagem da semana, esta impresso na trajetória do astro Michael Jackson, o versátil compositor, músico, coreógrafo, dançarino e cantor, falecido em junho de 2009.
          Grande parte das pessoas, até hoje, alimentam impressões negativas sobre a vida desse verdadeiro ícone do nosso século, baseadas em informações muitas vezes deturpadas sobre o seu comportamento e índole. A principal das acusações, referente á um possível desvio sexual (pedofilia), jamais foi efetivamente comprovada. À esse, somam-se outros tantos boatos que inundaram as páginas dos jornais, fazendo de Michael, em alguns instantes, um monstro horripilante e desiquilibrado.
          Não pretendo aqui, (principalmente para não chatear meus leitores) rebater uma à uma todas as acusações que pairam ainda sobre ele, nem elevá-lo a um patamar de santo. Todos nós temos nossos momentos depressivos e cometemos ações dignas de arrependimento. A grande diferença reside no fato dessas tantas celebridades serem constantemente espionadas pela indiscreta lente de certos jornalistas, tornando-se alvos fixo de comentários maldosos e muitas vezes inverídicos.        
         Por outro lado, para contrabalancear um pouco as lembranças sobre o Rei do Pop, apresento aqui um clipe que torna evidente o pensamento e a capacidade criativa dele. "Earth Song" (Canção da Terra), um de seus últimos trabalhos, teve a sua exibição proibida nos Estados Unidos que, por coincidência ou não, é um dos maiores agressores da natureza e poluidores do planeta.
          Saudações ao Michael, á Mãe Terra e som na caixa....


                Cesar S. Farias








     


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Um conto de São Gabriel



        Se ela tivesse desconfiado antes daquelas tais reuniões nas noites de quarta-feira...

Em parte, era por questões de status e aceitação social que ela tolerava, sem qualquer indagação, o crescente interesse do marido pelos preceitos maçônicos. Aquele sonho, no entanto, deixou-a intrigada, despertando-lhe dúvidas que não soube de imediato expressar em palavras.
Beatriz orgulhava-se do marido e considerava-se uma fêmea de sorte, pois deixara Jacutinga pra trás, há cerca de cinco anos, para casar-se com um  juiz de direito e estabelecer-se em São Gabriel, cidade de nomenclatura angelical. Lugar com um nome desses, matutou ela certa vez, só pode trazer felicidade. Parecia uma convicção simplória, contudo não houve quem a dissuadisse de apoiar-se nela. Muito pelo contrário, amigos e familiares encorajaram-na ainda mais a acreditar em conto de fadas. Seus pais desejavam, acima de qualquer preocupação, vê-la bem casada e sua educação fora toda ela voltada para esse objetivo.            
Álvaro desempenhara em Jacutinga, por dois anos, a função de promotor público, tempo suficiente para engravidar, desposar a moça e ser aprovado num concurso público para juiz em São Gabriel. Transferiram-se para lá, adquirindo uma sólida posição social e invejável estabilidade econômica, tudo o que uma mulher como ela almejara um dia.
Havia, porém, aquele sonho... A sua intuição feminina reclamava uma atitude, um esforço que pelo menos dissipasse aquelas dúvidas semeadas nas profundezas de seu subconsciente. Naquela quarta-feira, dia de reunião, como de costume, às dezenove horas, ele beijou-a enquanto apalpava com delicadeza as suas nádegas.

- Tchau paixão!
- Tchau amor!

O carro já estava estacionado em frente à casa.  Ele virou a chave de ignição uma vez e, apesar do frio intenso, o motor da pick-up respondeu. Com a mão esquerda, tirou um charuto e o celular do bolso de seu sobretudo marrom, enquanto a destra engatava a primeira marcha. Desapareceu então do campo de visão de Beatriz, que fresteara todos os seus movimentos da janela.
Havia certo ponto de táxi a um quarteirão dali, e ela correu ao telefone, decidida a seguir o seu homem. Menos de três minutos após, já estava sentada no banco traseiro do Santana prefixo 382, dando instruções para o motorista seguir à distância a pick-up que dobrava em direção à BR.
Na altura do Km 11, o magistrado pegou uma estrada de chão batido e, rodando uns 200 metros, brecou em frente a uma mansão, onde acabavam de chegar, em um Apolo Classic preto, os legisladores federais Horácio Lopes e Ruan de Britto. Os carros trocaram buzinadas e eles um demorado sorriso cúmplice e sem palavras. Um criado abriu o pesado portão de ferro e entraram os três, dois artífices da lei mais aquele que julga.
Lá dentro, numa ampla sala toda envolta em penumbra, algumas adolescentes em trajes de mulheres proporcionavam volúpia visual a alguns coroas perfumados de loção pós-barba e muito bem polidos. Tinham elas corpos anatomicamente saudáveis, mas todas as dez, sem exceção, eram meninas.
Cinco minutos após, a esposa desconfiada, que dispensara o táxi na BR, aproximou-se da opulenta residência com cautela, em meio à escuridão e à fina garoa daquele início de noite. Observou a entrada de um último retardatário no casarão. Era o pediatra de Tiffany, sua filhinha, o Dr. Edgar. A mulher, vendo-o, deu um longo suspiro e levou a mão ao peito, sorrindo aliviada. Se o Dr. Edgar estava ali, matutou, não havia margens para desconfianças. Ele era “tão legal... adorava crianças...”
         Beatriz foi-se, decidida a apagar da memória o maldito sonho em que a estátua de Themis, personificação da justiça, de olhos vendados e semblante sombrio, pareceu-lhe tão horripilante. Era melhor deixar pra lá.


                  Cesar S. Farias