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sábado, 6 de julho de 2013

Essênios






    É surpreendente que os essênios sejam tão pouco conhecidos, já que o maior homem da História, Jesus Cristo, era também um essênio. Jesus, em hebraico, significa médico ou auxílio de Deus.
    Como todos os essênios, Jesus era vegetariano, se alimentava de frutas, não comendo carne animal em momento algum de sua vida.
    Os essênios eram humildes, viviam em aldeias, e todos compartilhavam igualmente as moradias. Não gostavam de violência e procuravam viver em paz com todos. Reprovavam a escravidão e a guerra, repudiando qualquer tipo de armas, como lanças, espadas, flechas e escudos usados naquela época.
    Seus alimentos e vestuários eram simples, totalmente despojados de qualquer vaidade. Como atividade diária tinham que cultivar a terra e tomar conta do rebanho. Costumavam se levantar antes do sol nascer, invariavelmente às duas horas da manhã, para receber o batismo de água fria, e colocar em seguida seus trajes brancos.
    Os essênios estudavam o dom da profecia. Os principais tópicos de seus estudos relacionavam-se ao mundo angélico. Acreditavam e respeitavam estes seres celestes, tanto que em muitos dos seus escritos, guardavam em nome dos anjos, pedindo para que estes os protegessem.
    Costumavam filosofar a respeito de todas as coisas, sempre usando símbolos. Acreditavam na imortalidade da alma, mas ao contrário dos fariseus não acreditavam na ressurreição do corpo.
    Faziam parte de uma sociedade eremítica, conhecedora das propriedades dos minerais e ervas, que usavam na cura das enfermidades. Por ser uma seita tão especial, levava-se três anos para conseguir nela ser admitido. Possuíam uma vida contemplativa e perfeita. Eram tratados como "irmãos".
    Uma ramificação dos essênios chamava-se  "nazarita". Alguns acreditam que "Jesus, o Nazareno", ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, não indicaria apenas que Ele tenha nascido na cidade de Nazaré. Seu significado real é "o filho de Deus que tinha o controle da respiração nasal".
    Até hoje podemos encontrar, em Israel, vestígios da cultura essênia. Para os estudiosos esotéricos, Jesus, um essênio, é a mais pura expressão do amor.
    O movimento no sentido horário responde como sim. O movimento no sentido anti-horário responde como não.
    A mensagem dos essênios resume-se a: "Amar ao próximo como a si mesmo, como uma virtude, que deve ser conseguida com todo nosso esforço".



sábado, 22 de junho de 2013

Uruguai 1 X 1 Brasil



         
 

         Vivemos um momento histórico, que estampará com certeza, todas as retrospectivas que tentarmos fazer sobre a história moderna do Brasil. Com triste nostalgia, as pessoas costumavam lembrar de ideais e revoluções de algumas décadas atrás, como o movimento estudantil dos anos setenta e os mais recentes “caras pintadas” da era Collor. Ambos foram importantes como instrumentos de confrontação aos excessos e absurdos de suas épocas, situando-se, no entanto, distantes de nossas realidades contemporâneas. Permanecíamos simplesmente assistindo a desoladora onda de corrupção moral, material e mental dos nossos governantes políticos, responsáveis diretos pela administração dos recursos arrecadados através da cobrança de pesados impostos.
          Imposto é gramaticalmente interpretado como adj. Obrigado; ordenado; contribuição ao erário público; taxa. (Minidicionário da língua portuguesa – Editora FTD: LISA, 1996). Somos todos nós, consequentemente, obrigados, ordenados a contribuirmos financeiramente com o engrandecimento da nação, gerando recursos que nem sempre são empregados de maneira correta. Muitas verbas orçamentárias, hoje sabemos, vão pra conta bancária de mensaleiros e seus afins, impedidas de atingirem o destino originalmente designado (Educação, Saúde, Segurança, Habitação e Cultura).
          Os protestos nacionais, que proliferam em ritmo sincronizado ao longo de todo o nosso território, vêm a ser a reação do povo oprimido e explorado, reivindicando direitos básicos que o Estado muitas vezes esquece de proporcionar aos seus filhos. O movimento, que nasceu de uma acirrada luta contra o aumento das passagens urbanas, que comprometeram seriamente o direito de ir e vir de muitos brasileiros, acabou atingindo dimensões de revolta popular. Revolta dos pacíficos, no âmbito da confrontação de ideias, e dos violentos, na plataforma do quebra-quebra e roubos. Tanto uns quanto os outros, mostraram-nos porque é tão incontestável que, de fato, a união faz a força.
          Dessa vez não existem líderes eloquentes ou mártires específicos que controlem a seu bel prazer as estratégias de combate. O movimento, jovem por excelência, parece bem maior que as restritas visões políticas de muitos carismáticos fundadores de partidos ou seitas. Me enchi de esperança e orgulho dessa geração, que baniu das manifestações as bandeiras partidárias que tentaram infiltrarem-se oportunisticamente na multidão. De igual forma, parabenizo os bravos combatentes que escancararam as suas indignações nos terraços de Brasília, berço e leito da corrupção e deboche. Congresso, Câmara, Senado, todos sentiram um salutar “bafo na nuca” que fizeram-nos, certamente, reavaliarem absurdos monstruosos como a tal PEC 37. A emenda, se aprovada, tira do Ministério Público a competência para investigar crimes, entre eles o do colarinho branco, atribuindo essa função exclusivamente à Polícia Federal ou Civil, ambas já sobrecarregadas e com défcit de funcionários.       
            Não apoio, cabe aqui o registro, as depredações computadas até então, mas situo-me ao lado dos revoltosos contra a classe política, à respeito da qual tenho pouquíssima ou nada de fé. Acredito, isso sim, em Deus e na energia construtiva e transformadora dos jovens de espírito. A batalha, eu sei, ainda não foi ganha, mas sugiro que comemoremos essa impressionante sacudida no destino da nação, essa eminente candidata à potência mundial.

                                                                                                             Cesar S. Farias