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domingo, 3 de fevereiro de 2019

Orixá do Mar


Iemanjá é um orixá feminino (divindade africana) das religiões Candomblé e Umbanda. O seu nome tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé omo ejá”, que significam “Mãe cujos filhos são como peixes”.
Mãe-d'água dos Iorubatanos no Daomé, de orixá fluvial africano passou a marítimo no Norte do Brasil.
No Brasil, a deusa Iemanjá recebe diferentes nomes, dentre eles: Dandalunda, Inaé, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, etc.
Iemanjá é a padroeira dos pescadores. É ela quem decide o destino de todos aqueles que entram no mar. Também é considerada como a “Afrodite brasileira”, a deusa do amor a quem recorrem os apaixonados em casos de desafetos amorosos.
No dia 2 de fevereiro acontece em Salvador, capital do Estado da Bahia, a maior festa popular dedicada a Iemanjá. Neste dia, milhares de pessoas trajadas de branco fazem uma procissão até ao templo de Iemanjá, localizado na praia do Rio Vermelho, onde deixam os presentes que vão encher os barcos que os levam para o mar.
No Rio de Janeiro as festas em honra de Iemanjá estão relacionadas com a passagem de ano.
Nos candomblés fiéis às origens africanas, o culto é prestado em locais fechados, nos atuais o culto é ao ar livre, prestado no mar e nas lagoas, sendo Iemanjá muitas vezes representada como sereia.
Os devotos levam para o mar vários presentes que são tidos como recusados quando não afundam ou quando são devolvidos à praia.
Dentre as diversas oferendas para a bela e vaidosa deusa, encontram-se flores, bijuterias, vidros de perfumes, sabonetes, espelhos e comidas. O ritual se repete em outras praias do Brasil.
As celebrações em homenagem a Iemanjá também acontecem em 15 de agosto, 8 de dezembro e 31 de dezembro.

Fonte: www.significados.com.br

sábado, 19 de janeiro de 2019

Impactos do agronegócio no Brasil



         Os números que indicam o crescimento do agronegócio no Brasil são muito animadores em uma perspectiva meramente econômica. Contudo, em uma perspectiva ambiental, esse avanço gera preocupação em virtude dos diversos impactos ambientais causados pela superexploração do meio ambiente. Na busca pelo desenvolvimento e lucro imediato, muitas empresas desrespeitam as legislações ambientais e exploram o meio ambiente sem se importar com as consequências dessa exploração, causando diversos problemas ambientais no espaço agrário. Entre esses problemas, destacam-se:
  • O Desmatamento é a primeira consequência da atividade agropecuária no Brasil. Desde o início da colonização, grande parte das áreas de vegetação nativa do litoral, região Sul e Centro-Oeste do Brasil foi desmatada para abrir espaço para áreas de pastagem e cultivo. Em virtude desse crescente desmatamento, o Cerrado e a Mata Atlântica já foram introduzidos na lista mundial de biomas com grande diversidade que estão ameaçados de extinção (os chamados Hotspots), existindo ainda a previsão do desaparecimento do Pantanal e da Amazônia nos próximos anos caso sejam mantidos os mesmos índices de desmatamento nesses biomas.
  • Perda da biodiversidade: Com o desmatamento, muitas espécies da fauna e da flora entram em extinção, pois não conseguem garantir a sua sobrevivência nas pequenas reservas que restam de seu ecossistema.
  • Degradação do solo: O desenvolvimento extensivo da agricultura tem causado a degradação do solo, que acaba se tornando improdutivo ao longo do tempo, gerando não só problemas ambientais, mas também problemas econômicos para aqueles que o degradaram. As técnicas de cultivo inadequadas, o uso intensivo de máquinas e a não rotatividade das culturas produzidas no solo podem ocasionar o esgotamento dos nutrientes, compactação, erosão e aceleração da desertificação. Na pecuária, o pisoteamento contínuo do gado pode compactar o solo e favorecer o desenvolvimento de processos erosivos.
                                                       
                


        Fonte: brasilescola.uol.com.br

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

França abre caminho para devolver arte saqueada


A restituição de artefatos trazidos por potências coloniais da África para a Europa é tema de debate internacional. Relatório encomendado por Macron pode inaugurar novo capítulo na história da devolução de arte saqueada.Um relatório apresentado no final do ano passado,  recomenda a alteração das leis da França, permitindo que tesouros culturais levados da África durante o período colonial sejam devolvidos a seus países de origem. A atual legislação proíbe estritamente que o governo ceda qualquer propriedade estatal, mesmo em casos bem documentados de saque.
Num discurso em Burkina Faso, em novembro de 2017, o presidente Emmanuel Macron despertara esperanças de uma mudança dessa política radical: "O patrimônio africano não pode estar unicamente nas coleções privadas e nos museus europeus", declarou. Em seguida, o chefe de Estado encarregou a historiadora de arte francesa Bénédicte Savoy e o autor senegalês Felwine Sarr de tirarem conclusões sobre a questão.
Em seu relatório, os especialistas recomendam que se possibilite a restituição no caso de serem fechados acordos entre Paris e os respectivos Estados africanos. A mudança se aplicaria, em especial, a obras mantidas em museus e que foram "transferidas de seu território original durante o período colonial francês".

Controvérsia de longa data

Dos 90 mil objetos de arte da África subsaariana que Savoy e Sarr estimam encontrar-se em museus franceses, 70 mil estão no Quai Branly, em Paris, criado pelo ex-presidente Jacques Chirac, um entusiasta da arte africana e asiática. Alguns dos artefatos foram comprados, permutados ou, por vezes, simplesmente roubados por soldados, exploradores e outros, durante o período colonial.
A controvérsia sobre a propriedade de obras de arte não é nova. Uma convenção da Unesco contra a exportação ilícita de bens culturais, adotada em 1970, defendia a devolução de propriedade cultural retirada de um país, mas não se referia a casos históricos, como os da era colonial.
Devido ao temor de os museus serem forçados a se desfazer de seus acervos, as antigas potências coloniais têm sido lentas em ratificar a convenção: a França o fez em 1997, o Reino Unido, em 2002, a Alemanha, em 2007, a Bélgica, apenas em 2009.
A questão voltou a ganhar evidência em 2016, quando o presidente Patrice Talon, do Benim, exigiu que a França restituísse itens como entalhes, cetros e portas sagradas dos palácios de Abomei, capital do antigo Reino do Daomé. A França se recusou, aludindo a sua legislação.
Macron mostrou ser mais compreensivo com a causa africana. No entanto, a restituição não ocorrerá automaticamente: para iniciá-la, os países africanos devem apresentar um requerimento às autoridades francesas, baseado em listas de inventário.

Polêmica à vista na Alemanha

Enquanto personalidades africanas aplaudem o relatório, curadores e marchands europeus expressaram descontentamento com a perspectiva, argumentando que ela acabaria por esvaziar museus e galerias de países ocidentais. Eles enfatizam que grande parte dos objetos provém de reinos não mais existentes, e que em muitos casos os proprietários podem afirmar terem-nos obtido de forma legítima.
Os críticos igualmente alegam que a medida poderia levar colecionadores particulares da França a retirarem suas obras do país por medo de vê-las confiscadas. Outros levantaram preocupações práticas, como a possibilidade de os artefatos serem roubados ou mal curados por museus inexperientes, em Estados politicamente instáveis.
Outros países europeus também têm examinado criticamente suas coleções de artefatos culturais africanos. Em setembro de 2017, a ministra alemã da Cultura, Monika Gruetters, sugeriu adotar para a África um modelo semelhante ao do Centro Alemão de Propriedade Cultural Perdida, que procura os proprietários de arte saqueada pelo nazistas, a fim de devolvê-la.
O domínio colonial da Alemanha no continente africano durou de 1884 até o fim da Primeira Guerra Mundial e incluiu países como Camarões e a Namíbia. Esse debate poderá se reacender no país em 2019, quando será inaugurado em Berlim o Fórum Humboldt, um grande museu etnológico cujo acervo inclui peças de antigas colônias alemãs.

Fonte: www. terra.com.br