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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Feira do Livro Independente de Porto Alegre- 1ª edição.

Feira do Livro Independente reúne 65 autores em Porto Alegre neste domingo, 5

Contando exclusivamente com escritores e ilustradores como expositores, o evento tem como objetivo a aproximação com os leitores e contará com programação paralela de contação de histórias para crianças.
 
Um novo evento com possibilidade para a comercialização de livros surge no calendário cultural de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Em sua primeira edição, a Feira do Livro Independente será realizada na rua Rua João Telles, no trecho entre a Avenida Osvaldo Aranha e a Rua Henrique Dias, no Bairro Bom Fim, neste domingo, 5 de maio, das 14h às 19h, com 65 autores independentes de Porto Alegre e de outras cidades gaúchas. Os valores de livros irão variar, desde zines por R$ 2,00 até livros de valores mais altos.
 
 Contando exclusivamente com escritores e ilustradores como expositores, a Feira tem como objetivo aproximar autores e leitores, possibilitando intercâmbios sobre os processos criativos das obras, aprofundando relacionamentos e resultando em venda direta. “A ideia surgiu no final de 2018 e se solidificou por volta de fevereiro deste ano”, conta o um dos organizadores, o escritor Gabriel Cianeto, autor Imaginário (2013), Londres (2015) e Oceano Sorvete de Uva (2018). “A Feira se configura como um evento acessível no qual os autores podem ter um retorno financeiro mais vantajoso do que em outras oportunidades semelhantes”. Segundo ele, o evento é custeado integralmente pelo valor arrecadado com as inscrições dos autores participantes. Haverá ainda um intérprete de Libras-Português à disposição das pessoas surdas em visitação.
 PROGRAMAÇÃO PARALELA
A Feira terá programação paralela de contação de histórias para crianças: 14h, Valentina e o Feijão, pela escritora Viviane De Gil; e às 15h, O Menino Dinossauro, com a escritora Wanda Queiroz. E, também, lançamentos de livros. “Parece haver uma certa preocupação geral com o futuro dos livros, mas, pelo que vejo, como escritor, as pessoas seguem lendo, talvez um pouco menos, talvez em outras plataformas. No entanto, mesmo a internet, que é tida como uma das ameaças à literatura, possui uma série de elementos que a incentivam, como booktubers e plataformas on-line para livros”, avalia Gabriel Cianeto. “A produção independente também ganha bastante com essas plataformas, com custo muito abaixo da impressão de livros físicos. E tenho notado uma grande quantidade de autores independentes, o que aumenta a riqueza e a diversidade de literatura e cultura”.

Fonte: www.extraclasse.org.br

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Detalhes da Santa Ceia








Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e abençoando-o, o partiu, e lhes deu dizendo: Tomai, isto é o meu corpo. A seguir, tomou Jesus um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, e todos beberam dele. Então lhes disse: Isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos. Em verdade vos digo que jamais beberei do fruto da videira, até aquele dia  em que o hei de beber, novo, no reino de Deus. Tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

                                                                                 Mc 14:22-26

           O Evangelho segundo Marcos, na visão de estudiosos, especialistas em escrita antiga, foi composto aproximadamente no ano 64 d.C. É assim que ele narra esses instantes finais de Jesus, ceando pela última vez com os discípulos.
          O Evangelho de Mateus, escrito aproximadamente em 70 d.C, mantém praticamente a mesma narrativa para registrar o momento em que Ele ressalta a importância do Seu sacrifício, prestes á se concretizar.
          Somente uns dez anos após, por volta de 80 d.C, época atribuída aos escritos de Lucas, foi acrescentada uma frase que, até os dias de hoje, inspira multidões de cristãos à celebrarem o sofrimento e martírio do Salvador. Esse evangelista sustenta que devemos relembrar os Seus momentos de dor, enquanto os outros dois, Marcos e Mateus, apenas captam Jesus, em tom profético, preparando os discípulos Seus para acontecimentos próximos.

          E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e Lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.

                                                                          Lc 22: 19-23
         

         O Evangelho Segundo João, será aqui apenas mencionado e não comentado, pois sequer faz alusão à Santa Ceia, tendo aparecido ainda mais tarde,  pelos idos de 90 d.C.
          Alguns dentre vós, à essas alturas, devem já querer apedrejar-me, lançar-me na fogueira dos hereges. Admito, a pergunta faz-se inevitável; Que autoridade ou experiência tenho eu sobre o assunto?
Como justificativa ou Atestado de Cristandade, revelo- lhes que, nos anos que marcaram a minha passagem da infância pra adolescência, fui coroinha na Igreja São Vicente de Paulo,  sob a tutela de Padre Francisco, em Rio Grande.
          Assim sendo, apresentadas minhas legítimas credenciais, livre me sinto para acrescentar que tenho desconfianças em relação há alguns livros incluídos na Bíblia e acho que essa história de várias pessoas contarem a mesma novela, pode trazer desvios do roteiro original.
           Outras religiões e livros sagrados existem e em todos esses a história da vida dos grandes mestres ou emissários divinos é contada uma vez só, com riqueza de detalhes, sem a necessidade de repetir o mesmo enredo novamente. É assim com Krishna, no Srimad Bhagavatan e Rama, no Ramayana, ambos textos indianos, partes da escritura hindu Vedas. Maomé, outro grande líder, tem a sua trajetória narrada por um único escritor, uma só vez, no Alcorão dos muçulmanos. Até onde sei, Sidarta Gautama, o primeiro Buda, também não possui mais de uma versão da sua biografia num mesmo texto sagrado budista. Conta-se o seu nascimento, infância, ministério e morte, com início meio e fim,  sem replays.
          Ao mesmo tempo que me questiono, não posso apresentar aqui, lamento,  conclusão definitiva alguma. Acaso, contar quatro vezes a história do Senhor Jesus Cristo, foi melhor ou pior pro cristianismo e  pro Ocidente?
          Segundo penso, é claro, os textos mais antigos são os que têm mais credibilidade, pois inspiram-se em informações recentes e  mais próximas da realidade.
          O que fiz aqui, admito, foi pouco. Comparei evangelhos e mostrei, apenas superficialmente, que eles têm divergências entre si. Aonde quero chegar? Foi apenas um desabafo de Páscoa, fico hoje por aqui. 

De 💓 uma Feliz Páscoa.

Cesar                                                                                                                                                                                                                                           






domingo, 7 de abril de 2019

Preparação à Páscoa

Uma das seitas importantes no período do segundo Templo era a dos essênios. A origem do nome não é muito segura. Há quem o ligue a raízes gregas, aramaicas ou hebraicas, mas na realidade seu significado é obscuro. Pelo que se sabe de suas características, o significado mais apropriado seria o de "puros" ou "pios".
O essenismo constituiu, nos séculos que vão desde o ano 150 (A.C) ao 70 (D.C.), uma comunidade religiosa judaica que tinha algumas características essenciais que afastavam-na do Templo de Jerusalém. As fontes que temos encontram-sem em Filon e Flávio Josefo. Parece que os essênios viviam, de preferência, nas planícies e que uma de suas principais sedes estava instalada no oásis de En-guedi sobre o Mar Morto. Constituiam sobretudo uma ordem monástica; não se casavam e sua comunidade perpetuava-se somente com a associação de novos membros. Não procuravam lucros pessoais, todos trabalhavam pelos congregados, com os quais viviam em comum. Para ingressar na confraria deviam passar por diversas fases de noviciado; por sua sinceridade consideravam reprovável o juramento; seguiam rigorosas regras de pureza tomando banhos freqüentíssimos e usavam trajes brancos.
De sua teologia e de suas doutrinas se conhece muito pouco. Não se sabe se tiveram outros livros sagrados além do Pentateuco. Parece que a idéia que eles tinham sobre a imortalidade limitava-se a considerar que a alma veio do céu e a ele volta depois da morte do corpo, se o mereceu. Presume-se que atribuiam muita importância à magia e à arte de prever o futuro. Consideravam um dever mostrar-se fiéis à autoridade nacional constituída, mas não à estrangeira. Com efeito, no ano de 66 uniram-se aos zelotes na revolta contra Roma.
Tinham algumas particularidades que os afastavam do Templo de Jerusalém; a abstenção do matrimônio, a abstenção dos sacrifícios ensanguentados e o rito da prece olhando o sol. Estes elementos são, na realidade, estranhos ao judaísmo e parecem haver chegado ao essenismo por via sincrética, aproveitados de tantas religiões que corriam pelo Oriente. Não se pode determinar com exatidão se neste sincretismo intervieram a órfica, o helenismo em geral, o budismo ou o paganismo sírio-palestinense.
Parece muito provável que o essenismo contribuiu não só para o advento do cristianismo mas também para a sua difusão. Na realidade, as distintas seitas judeu-cristãs apresentam muitas afinidades com o essenismo.

Fonte: tryte.com.br