AVISO AOS POSSÍVEIS INTERESSADOS:
A Feira do Livro Independente de POA foi cancelada pela Prefeitura Municipal devido a previsão de chuva pro domingo. Nos próximos dias, divulgarei aqui a nova data reagendada.
Que pena... Mas sigo na pegada literária, apresentando pra vocês um escritor negro pouco lembrado, mas que confrontou idéias racistas da sua época.
Quem foi Anténor Firmin?
Ele viveu de 1850 a 1911.
Era um antropólogo, jornalista e político haitiano.
É considerado o primeiro antropólogo negro.
Firmin é mais conhecido por seu livro "Sobre a igualdade das raças
humanas", publicado em 1885, como uma refutação à obra do escritor
francês, o racista Arthur de Gobineau, "Ensaio sobre a desigualdade das
raças humanas" (1883) Gobineau afirmava a superioridade da raça ariana e
a inferioridade dos negros e de outras pessoas de cor.
O trabalho de Firmin, argumentava o contrário:
"todos os homens são dotados das mesmas qualidades e das mesmas falhas,
sem distinção de cor ou forma anatômica. As raças são iguais"
Ele foi marginalizado na época por defender que todas as raças humanas eram iguais!
Isso mesmo que você leu!
A ideia de que existem raças ou cores diferentes sempre foi um discurso
de poder. Firmin foi pioneiro ao propor a integração da raça e da
antropologia física.
As classificações e suas derivações -
mulato, cafuzo, mameluco, pardo, cabra e etc, sempre foram um projeto de
mostrar quem pertencia as raças superiores, inferiores e médias. A quem
interessava construir o conceito de raça inferior e superior?
Uma pequena citação de Firmin, em "Sobre a igualdade das raças humanas" (1885)
"Antes que a ideologia dominante introduzisse o conceito de "raça" na
esfera sociológica, conquistas e subjugações foram realizadas entre
povos mais ou menos isocromáticos. De acordo com esse ambiente, os
opressores têm que fabricar o pretexto da suposta superioridade de
alguns grupos e estratos humanos sobre outros, e de alguns povos sobre
outros. Mesmo depois de 1492, num caso em que não se podia adivinhar
qualquer diferença de cor, os colonialistas britânicos chamaram aos
irlandeses colonizados de "gorilas brancos".
Mas a globalização
que, através da interligação da Europa com a África e a América,
fortaleceu as suas ligações com a Ásia, forneceu pretextos de mais fácil
visualização: as classificações "negra", "cobris" e "amarela", e as
suas derivações, bem como as suas possíveis combinações, serviram para
denegrir "seres inferiores" proclamados como "fardo" para o "branco",
enquanto isso se estabelecia como um paradigma imposto." (pag. XVII)
Fonte: Centro de Estudos Africanos da UFMG
domingo, 5 de maio de 2019
quarta-feira, 1 de maio de 2019
Feira do Livro Independente de Porto Alegre- 1ª edição.
Feira do Livro Independente reúne 65 autores em
Porto Alegre neste domingo, 5
Contando
exclusivamente com escritores e ilustradores como expositores, o evento
tem como objetivo a aproximação com os leitores e contará com
programação paralela de contação de histórias para crianças.
Um novo evento com possibilidade para a comercialização de livros
surge no calendário cultural de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Em sua
primeira edição, a Feira do Livro Independente será realizada na rua
Rua João Telles, no trecho entre a Avenida Osvaldo Aranha e a Rua
Henrique Dias, no Bairro Bom Fim, neste domingo, 5 de maio, das 14h às
19h, com 65 autores independentes de Porto Alegre e de outras cidades
gaúchas. Os valores de livros irão variar, desde zines por R$ 2,00 até
livros de valores mais altos.
Contando exclusivamente com escritores e ilustradores como expositores, a
Feira tem como objetivo aproximar autores e leitores, possibilitando
intercâmbios sobre os processos criativos das obras, aprofundando
relacionamentos e resultando em venda direta.
“A ideia surgiu no final de 2018 e se solidificou por volta de
fevereiro deste ano”, conta o um dos organizadores, o escritor Gabriel
Cianeto, autor Imaginário (2013), Londres (2015) e Oceano Sorvete de Uva
(2018). “A Feira se configura como um evento acessível no qual os
autores podem ter um retorno financeiro mais vantajoso do que em outras
oportunidades semelhantes”. Segundo ele, o evento é custeado
integralmente pelo valor arrecadado com as inscrições dos autores
participantes. Haverá ainda um intérprete de Libras-Português à
disposição das pessoas surdas em visitação.
PROGRAMAÇÃO PARALELA
A Feira terá programação paralela de contação de histórias para crianças: 14h, Valentina e o Feijão, pela escritora Viviane De Gil; e às 15h, O Menino Dinossauro, com a escritora Wanda Queiroz. E, também, lançamentos de livros. “Parece haver uma certa preocupação geral com o futuro dos livros, mas, pelo que vejo, como escritor, as pessoas seguem lendo, talvez um pouco menos, talvez em outras plataformas. No entanto, mesmo a internet, que é tida como uma das ameaças à literatura, possui uma série de elementos que a incentivam, como booktubers e plataformas on-line para livros”, avalia Gabriel Cianeto. “A produção independente também ganha bastante com essas plataformas, com custo muito abaixo da impressão de livros físicos. E tenho notado uma grande quantidade de autores independentes, o que aumenta a riqueza e a diversidade de literatura e cultura”.
A Feira terá programação paralela de contação de histórias para crianças: 14h, Valentina e o Feijão, pela escritora Viviane De Gil; e às 15h, O Menino Dinossauro, com a escritora Wanda Queiroz. E, também, lançamentos de livros. “Parece haver uma certa preocupação geral com o futuro dos livros, mas, pelo que vejo, como escritor, as pessoas seguem lendo, talvez um pouco menos, talvez em outras plataformas. No entanto, mesmo a internet, que é tida como uma das ameaças à literatura, possui uma série de elementos que a incentivam, como booktubers e plataformas on-line para livros”, avalia Gabriel Cianeto. “A produção independente também ganha bastante com essas plataformas, com custo muito abaixo da impressão de livros físicos. E tenho notado uma grande quantidade de autores independentes, o que aumenta a riqueza e a diversidade de literatura e cultura”.
Fonte: www.extraclasse.org.br
sexta-feira, 19 de abril de 2019
Detalhes da Santa Ceia
Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e abençoando-o, o partiu, e
lhes deu dizendo: Tomai, isto é o meu corpo. A seguir, tomou Jesus um cálice e,
tendo dado graças, o deu aos discípulos, e todos beberam dele. Então lhes
disse: Isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de
muitos. Em verdade vos digo que jamais beberei do fruto da videira, até aquele
dia em que o hei de beber, novo, no
reino de Deus. Tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
Mc 14:22-26
O Evangelho
segundo Marcos, na visão de
estudiosos, especialistas em escrita antiga, foi composto aproximadamente no
ano 64 d.C. É assim que ele narra
esses instantes finais de Jesus, ceando pela última vez com os discípulos.
O Evangelho de Mateus, escrito aproximadamente em 70 d.C, mantém praticamente a mesma
narrativa para registrar o momento em que Ele ressalta a importância do Seu
sacrifício, prestes á se concretizar.
Somente uns dez
anos após, por volta de 80 d.C,
época atribuída aos escritos de Lucas,
foi acrescentada uma frase que, até os dias de hoje, inspira multidões de
cristãos à celebrarem o sofrimento e martírio do Salvador. Esse evangelista
sustenta que devemos relembrar os Seus momentos de dor, enquanto os outros
dois, Marcos e Mateus, apenas captam Jesus, em tom profético, preparando os
discípulos Seus para acontecimentos próximos.
E, tomando um pão, tendo dado graças,
o partiu e Lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim.
Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da
nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.
Lc 22: 19-23
O Evangelho Segundo João, será aqui apenas mencionado e não
comentado, pois sequer faz alusão à Santa Ceia, tendo aparecido ainda mais
tarde, pelos idos de 90 d.C.
Alguns dentre vós, à essas alturas, devem já querer
apedrejar-me, lançar-me na fogueira dos hereges. Admito, a pergunta faz-se
inevitável; Que autoridade ou experiência tenho eu sobre o assunto?
Como justificativa ou Atestado de Cristandade, revelo- lhes que,
nos anos que marcaram a minha passagem da infância pra adolescência, fui coroinha na Igreja
São Vicente de Paulo, sob a tutela de
Padre Francisco, em Rio Grande.
Assim sendo,
apresentadas minhas legítimas credenciais, livre me sinto para acrescentar que
tenho desconfianças em relação há alguns livros incluídos na Bíblia e acho que
essa história de várias pessoas contarem a mesma novela, pode trazer desvios do
roteiro original.
Outras religiões
e livros sagrados existem e em todos esses a história da vida dos grandes
mestres ou emissários divinos é contada uma vez só, com riqueza de detalhes,
sem a necessidade de repetir o mesmo enredo novamente. É assim com Krishna, no
Srimad Bhagavatan e Rama, no Ramayana, ambos textos indianos, partes da
escritura hindu Vedas. Maomé, outro grande líder, tem a sua trajetória narrada
por um único escritor, uma só vez, no Alcorão dos muçulmanos. Até onde sei,
Sidarta Gautama, o primeiro Buda, também não possui mais de uma versão da sua
biografia num mesmo texto sagrado budista. Conta-se o seu nascimento, infância,
ministério e morte, com início meio e fim, sem replays.
Ao mesmo tempo que
me questiono, não posso apresentar aqui, lamento, conclusão definitiva alguma. Acaso, contar
quatro vezes a história do Senhor Jesus Cristo, foi melhor ou pior pro
cristianismo e pro Ocidente?
Segundo penso, é
claro, os textos mais antigos são os que têm mais credibilidade, pois
inspiram-se em informações recentes e
mais próximas da realidade.
O que fiz aqui,
admito, foi pouco. Comparei evangelhos e mostrei, apenas superficialmente, que
eles têm divergências entre si. Aonde quero chegar? Foi apenas um desabafo de
Páscoa, fico hoje por aqui.
De 💓 uma Feliz Páscoa.
Cesar
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