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terça-feira, 2 de julho de 2019

Canabidiol sem censura

A planta cannabis é amplamente conhecida por suas propriedades analgésicas. Há alguns canabinóides que ajudam a relaxar os músculos e aliviar a dor, mas o mais proeminente é o canabidiol. Os extratos de cannabis foram encontrados para aliviar a dor ainda mais eficazmente do que os analgésicos opióides, os quais são amplamente prescritos para a dor.
Canabidiol pode ser usado para ajudar a tratar a dor aguda, dor pós-operatória, dor crônica e dor neuropática. O canabidiol também ajuda a proteger nosso cérebro e a função cognitiva.
Inflamação é um dos principais contribuintes para doenças praticamente, inclusive distúrbios neurodegenerativos. O canabidiol atua como um anti-inflamatório natural, bem como um antioxidante potente, e é uma opção de tratamento muito promissora para todas as desordens neurodegenerativas.
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Anticâncer e benefícios antitumoral do canabidiol
O canabidiol (CBD) foi encontrado para ativar vias apoteóticas em células de câncer da mama. Os investigadores estão agora a explorar o potencial de combate ao câncer do canabidiol e os resultados iniciais são muito promissores. CBD é um agente antineoplásico, o que significa que inibe o crescimento e propagação de tumores, tornando-se uma opção de tratamento potencial e promissor para pacientes com câncer de todos os tipos.
Melhoria da resistência à fratura de ossos
Tudo bem, o canabidiol é um poderoso auxílio para dormir, e é analgésico, traz benefícios excelentes para a nossa saúde cognitiva e ainda ajuda a combater o câncer. Como se isso não fosse notável o suficiente, ele ainda nos ajuda a curar nossos ossos quebrados.
Canabidiol contra a depressão
CBD induz efeitos do tipo antidepressivo. O CDB também possui qualidades de antidepressivos, deixando os usuários mais calmos, eufóricos e relaxados.
Canabidiol contra a esquizofrenia
A investigação atual sugere que o canabidiol é uma alternativa eficaz, segura e bem tolerada contra a esquizofrenia. Ele produz benefícios ansiolíticos e anti-psicóticos que ajudam pacientes com esquizofrenia, bem como um número de outras condições psicóticas, incluindo o transtorno bipolar.
Canabidiol contra a diabetes
O tratamento com canabidiol pode reduzir significativamente a incidência de diabetes. A pesquisa foi realizada em ratos até agora. A partir de 86% em ratinhos não tratados com apenas 30% em ratinhos tratados com o CBD, os resultados indicam que o canabidiol pode inibir ou atrasar a insulite destrutiva e a produção de citoquinas inflamatórias.
Canabidiol contra doenças cardiovasculares
Os mesmos benefícios diabéticos do CBD também são responsáveis pelos seus benefícios cardiovasculares. O CBD atenua a disfunção miocárdica, fibrose cardíaca, estresse oxidativo, inflamação, morte celular e vias de sinalização inter-relacionados.
A cannabis é um medicamento profundamente poderoso que tem sido usado por milhares de anos. Como a ciência avança, ela está sendo capaz de realmente examinar apenas como a planta cannabis afeta nosso corpo. O que se está descobrindo é que ele oferece muito mais benefícios para a saúde do que se pensava. Uma espécie de cura para tudo, desde analgésico ao agente anticâncer.
Talvez ainda seja cedo para falar, mas o canabidiol parece ser bastante promissor para a cura de doenças ou alívio de outras. Basta a medicina continuar os testes para que possamos desfrutar desse medicamento, o quanto antes.

Fonte: www.manual de saúde.com.br






sábado, 15 de junho de 2019

Meninas Crespas



 

Ensino de idioma africano e criação de biblioteca comunitária na Restinga

Projeto Meninas Crespas, desenvolvido em Porto Alegre, oferece aula de yorubá, idioma de origem africana, e cria acervo com obras que abordam história dos negros
Um encontro semanal na Casa Emancipa, na Restinga, extremo sul da Capital, está mudando a consciência e os sentimentos de crianças negras. São ações que fazem parte do projeto Meninas Crespas, criado em 2015 pela professora Perla dos Santos, com a parceria de algumas mães e alunas da Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Alberto Pasqualini, no mesmo bairro.
A reunião do grupo ocorre sempre aos sábados. Agora, para fortalecer ainda mais o laço dos integrantes do projeto – composto em sua maioria por mulheres negras – com a negritude, estão sendo organizadas aulas do idioma yorubá, de origem africana. Além disso, o grupo está criando uma biblioteca afrocentrada, que terá livros nos quais a história do negro será contada por diferentes vieses, não apenas centrada na escravidão ou na visão dos colonizadores europeus.
— Queremos demonstrar para as crianças e também aos demais participantes que o negro tem uma história muito rica e anterior à escravidão. São séculos de reis e rainhas africanos cujas histórias não são contadas nas aulas ministradas nas escolas — explica a professora Perla.
Atualmente, o projeto não tem mais ligação com a rede pública de ensino. As aulas de yorubá, que começaram no sábado, são ministradas pelo eletricista Gercy Ribeiro de Mattos, 61 anos. Chamado de mestre Cica, Gercy é pesquisador da cultura africana e babalorixá da nação Oyo do Batuque no Rio Grande do Sul. O idioma yorubá está na família dele há algumas gerações. 
Manutenção da tradição
Para o mestre, além ensinar as crianças sobre a existência do idioma africano, as aulas são uma maneira de manter a língua viva.
— Toda a repressão que os negros sofreram no período da escravidão calou essa língua. Mas, o yorubá foi sobrevivendo de geração em geração, graças ao esforço dos nossos ancestrais — conta mestre Cica.
Uma das alunas da classe é a professora Kátia Flores, 39 anos, que conheceu o Meninas Crespas recentemente. Além dela, as aulas de yorubá contam com a presença de duas de suas filhas, Lívia, sete anos, e Luiza, quatro anos, e também da sobrinha Laura, oito anos, que está há mais tempo envolvida com a organização social.
— Essas ações são perfeitas para demonstrar as crianças a importância de resgatar a negritude da nossa população — pontua Kátia.






Fonte: batuquers.com.br

sábado, 1 de junho de 2019

Vida de um estrangeiro

        
                                                             Demorou um tempo
                                                             Pra conseguir visto.
                                                             Demorei alguns meses pra juntar dinheiro.
                                                             Pra viajar a tempo

                                                             Demorei um dia pra chegar
                                                             Para ouvir outras pessoas falando outra língua
                                                             Fiquei na janela
                                                             Ouvindo gente falar
                       
                                                             Consegui entender sem falar
                                                             Consegui amigos pra me ajudar
                                                             Eles conseguiram entender as minhas idéias
                                                             Estava com vontade de falar e até de escrever poesia

                                                            Demorei alguns minutos pra escrever esta poesia
                                                            Não demorou tanto pra divulgar minhas obras
                                                            Mas vou demorar toda a minha vida
                                                            Pra entender porque existe o racismo.

           

                                        Poesia do livro "O Inimigo em Comum", do escritor haitiano Joseph

                                        Mike L. Loudney,  jovem imigrante que trocou Porto Príncipe (capital 

                                        daquele país) pelo Brasil em 2017.