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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Equinócio de Primavera



Equinócio de Primavera é o fenômeno astronômico que marca o início oficial desta estação. No Brasil e em todo o Hemisfério Sul, este evento ocorre no mês de setembro.
Como o próprio nome sugere, o equinócio de primavera representa o fim do inverno (estação anterior) e começo da primavera. Durante este fenômeno o sol incide com maior intensidade na região equatorial da Terra, fazendo com que o dia e a noite tenham a mesma duração (12 horas cada).
Os equinócios marcam o início da Primavera e do Outono, dependendo do hemisfério e do período do ano em que for observado.

Equinócio de Primavera nos hemisférios

No Brasil, que está localizado no Hemisfério Sul, o equinócio de primavera normalmente ocorre entre os dias 21 e 23 de setembro (variando anualmente).
Em 2019 o equinócio de Primavera no país vai acontecer no dia 23 de setembro às 7:50.
Já no Hemisfério Norte o equinócio de Primavera acontece normalmente entre os dias 20 e 21 de março.

Equinócio de Outono

Enquanto ocorre o equinócio de Primavera no Hemisfério Sul, o Hemisfério Norte presencia o equinócio de Outono, que marca o início desta estação para aquela região.
No Hemisfério Sul o equinócio de Outono ocorre entre os dias 20 e 23 de março e no Hemisfério Norte entre os dias 21 e 23 de setembro.


Fonte: www.significados.com.br

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Griots e a transmissão oral do conhecimento




Contadores de histórias, mensageiros oficiais, guardiões de tradições milenares: todos esses termos caracterizam o papel dos Griots, que na África Antiga eram responsáveis por firmar transações comerciais entre os impérios e comunidades e passar aos jovens ensinamentos culturais, sendo hoje em dia a prova viva da força da tradição oral entre os povos africanos.
Utilizando instrumentos musicais como o Agogô e o Akoting (semelhante ao banjo), os griots e griottes estavam presentes em inúmeros povos, da África do Sul à Subsaariana, transitando entre os territórios para firmar tratados comerciais por meio da fala e também ensinando às crianças de seu povo o uso de plantas medicinais, os cantos e danças tradicionais e as histórias ancestrais. Diferente da civilização ocidental, que prioriza a escrita como principal método para transmissão de conhecimentos e tem historicamente fadado povos sem escrita ao âmbito da “pré-história”, em sociedades de tradição oral a fala tem um aspecto milenar e sagrado, e deve-se refletir profundamente antes de pronunciar algo, pois cada palavra carrega um poder de cura ou de destruição.
Nesse sentido, os Griots são os guardiões da palavra, responsáveis por transmitir os mitos, as técnicas e as tradições de geração para geração.
O termo “griot” tem origem no processo de colonização do continente africano, sendo a tradução para o francês da palavra portuguesa “criado”. Durante o processo de colonização da costa africana a partir do século XIV, com a progressiva construção de fortes portugueses que funcionavam como entrepostos comerciais, o Reino de Portugal realizava comércio com Reinos africanos como Kongo, Mali e Songhai. Esses primeiros contatos já transformavam tanto as culturas africanas como a nação de Portugal, mas acabaram levando a muitos reinos à desestruturação cultural. Com o tráfico de escravizados e o processo de Neocolonização do século XIX, países como França, Bélgica e Alemanha adentraram os territórios africanos, contribuindo para essa desestruturação.
Entretanto, até os dias de hoje os Griots seguem em seu papel de guardiões da tradição, estando presente em muitos lugares da África Ocidental, incluindo Mali, Gâmbia, Guiné e Senegal, e entre os povos Fula, Hausá, Woolog, Dagomba e entre os árabes da Mauritânia.
Aqui no Brasil, podemos ver semelhanças entre os Griots e os repentistas, que também se utilizam da oralidade para transmitir cultura.
Em sociedades marcadas pela escravidão, os sujeitos foram historicamente considerados meros “objetos” sem memória. Nesse sentido, é importante relembrarmos a importância da memória para esses povos, sendo os Griots a manifestação viva de uma memória transmitida de geração em geração.

Fonte: www.geledes.org.br  

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Involuntariamente

                                                

                                                Por que nascer negro é uma consequência?
                                                Por que a vida não para de fazer diferença?
                                                Por que tenho que escolher entre o bem e o mal?
                                                Perdão, a culpa é minha, mas eu fiz sem querer

                                                Vamos morrer pela pátria
                                                Matar gente pela pátria
                                                Porém outro sofre pela minha falta
                                                Perdão, a culpa é minha, mas fiz sem querer

                                                Todo o tempo eu fiz a escolha errada
                                                Machucar as pessoas pra depois pedir desculpa
                                                Desculpa não é perdoar
                                                A maldade estava aqui antes de eu nascer

                                                Tudo estava aqui antes de mim
                                                Porém tenho que buscar o perdão
                                                Para purificar minha alma



Fonte:  Livreto: O Inimigo em Comum, dos escritor haitiano Joseph Mike Iorry- Edição do autor.