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domingo, 29 de setembro de 2019

Dia de Arcanjo Miguel


O Dia de São Miguel Arcanjo é celebrado em 29 de setembro.
Esta data é celebrada pelos cristãos, judeus e muçulmanos como uma homenagem a um dos sete espíritos puros de Deus e dos três arcanjos mais conhecidos: São Miguel, o "anjo do arrependimento e da justiça".
Em hebraico, o significado de Miguel seria equivalente a "aquele que é similar a Deus".
Este arcanjo é considerado o padroeiro dos fuzileiros navais, marinheiros, motoristas de ambulância, paramédicos, policiais, paraquedistas, radiologistas e da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.
De acordo com a descrição bíblica, o Arcanjo Miguel também é líder de exércitos celestiais de anjos, que defendem as pessoas das ações do demônio, sendo este manifestado através do ódio, da mentira e da violência.

Quaresma de São Miguel Arcanjo

A Quaresma de São Miguel Arcanjo se inicia no dia 15 de agosto, dia da Assunção de Nossa Senhora e termina no dia 29 de setembro. Sem contar os domingos, dura, portanto quarenta dias.
Esta era uma prática devocional que era celebrada pela Igreja Católica Romana, mas foi retirada do calendário oficial. No entanto, pessoas de diversas religiões buscam rezar em honra ao arcanjo neste período.

Oração ao São Miguel Arcanjo

"São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai ao inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas.
Vós, príncipe dos exércitos celestes, vencedor do dragão infernal, recebestes de Deus força e poder para aniquilar, pela humanidade, a soberba do príncipe das trevas. Insistentemente vos suplicamos que nos alcanceis de Deus a verdadeira humildade de coração, uma fidelidade inabalável no cumprimento contínuo da vontade de Deus e uma grande fortaleza no sofrimento e na penúria.
Ao comparecermos perante o tribunal de Deus, socorrei-nos para que não desfaleçamos. São Miguel Arcanjo, defendei-nos e protejei-nos. Amém!"


Fonte: www.calendarr.com/brasil

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Equinócio de Primavera



Equinócio de Primavera é o fenômeno astronômico que marca o início oficial desta estação. No Brasil e em todo o Hemisfério Sul, este evento ocorre no mês de setembro.
Como o próprio nome sugere, o equinócio de primavera representa o fim do inverno (estação anterior) e começo da primavera. Durante este fenômeno o sol incide com maior intensidade na região equatorial da Terra, fazendo com que o dia e a noite tenham a mesma duração (12 horas cada).
Os equinócios marcam o início da Primavera e do Outono, dependendo do hemisfério e do período do ano em que for observado.

Equinócio de Primavera nos hemisférios

No Brasil, que está localizado no Hemisfério Sul, o equinócio de primavera normalmente ocorre entre os dias 21 e 23 de setembro (variando anualmente).
Em 2019 o equinócio de Primavera no país vai acontecer no dia 23 de setembro às 7:50.
Já no Hemisfério Norte o equinócio de Primavera acontece normalmente entre os dias 20 e 21 de março.

Equinócio de Outono

Enquanto ocorre o equinócio de Primavera no Hemisfério Sul, o Hemisfério Norte presencia o equinócio de Outono, que marca o início desta estação para aquela região.
No Hemisfério Sul o equinócio de Outono ocorre entre os dias 20 e 23 de março e no Hemisfério Norte entre os dias 21 e 23 de setembro.


Fonte: www.significados.com.br

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Griots e a transmissão oral do conhecimento




Contadores de histórias, mensageiros oficiais, guardiões de tradições milenares: todos esses termos caracterizam o papel dos Griots, que na África Antiga eram responsáveis por firmar transações comerciais entre os impérios e comunidades e passar aos jovens ensinamentos culturais, sendo hoje em dia a prova viva da força da tradição oral entre os povos africanos.
Utilizando instrumentos musicais como o Agogô e o Akoting (semelhante ao banjo), os griots e griottes estavam presentes em inúmeros povos, da África do Sul à Subsaariana, transitando entre os territórios para firmar tratados comerciais por meio da fala e também ensinando às crianças de seu povo o uso de plantas medicinais, os cantos e danças tradicionais e as histórias ancestrais. Diferente da civilização ocidental, que prioriza a escrita como principal método para transmissão de conhecimentos e tem historicamente fadado povos sem escrita ao âmbito da “pré-história”, em sociedades de tradição oral a fala tem um aspecto milenar e sagrado, e deve-se refletir profundamente antes de pronunciar algo, pois cada palavra carrega um poder de cura ou de destruição.
Nesse sentido, os Griots são os guardiões da palavra, responsáveis por transmitir os mitos, as técnicas e as tradições de geração para geração.
O termo “griot” tem origem no processo de colonização do continente africano, sendo a tradução para o francês da palavra portuguesa “criado”. Durante o processo de colonização da costa africana a partir do século XIV, com a progressiva construção de fortes portugueses que funcionavam como entrepostos comerciais, o Reino de Portugal realizava comércio com Reinos africanos como Kongo, Mali e Songhai. Esses primeiros contatos já transformavam tanto as culturas africanas como a nação de Portugal, mas acabaram levando a muitos reinos à desestruturação cultural. Com o tráfico de escravizados e o processo de Neocolonização do século XIX, países como França, Bélgica e Alemanha adentraram os territórios africanos, contribuindo para essa desestruturação.
Entretanto, até os dias de hoje os Griots seguem em seu papel de guardiões da tradição, estando presente em muitos lugares da África Ocidental, incluindo Mali, Gâmbia, Guiné e Senegal, e entre os povos Fula, Hausá, Woolog, Dagomba e entre os árabes da Mauritânia.
Aqui no Brasil, podemos ver semelhanças entre os Griots e os repentistas, que também se utilizam da oralidade para transmitir cultura.
Em sociedades marcadas pela escravidão, os sujeitos foram historicamente considerados meros “objetos” sem memória. Nesse sentido, é importante relembrarmos a importância da memória para esses povos, sendo os Griots a manifestação viva de uma memória transmitida de geração em geração.

Fonte: www.geledes.org.br  

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Involuntariamente

                                                

                                                Por que nascer negro é uma consequência?
                                                Por que a vida não para de fazer diferença?
                                                Por que tenho que escolher entre o bem e o mal?
                                                Perdão, a culpa é minha, mas eu fiz sem querer

                                                Vamos morrer pela pátria
                                                Matar gente pela pátria
                                                Porém outro sofre pela minha falta
                                                Perdão, a culpa é minha, mas fiz sem querer

                                                Todo o tempo eu fiz a escolha errada
                                                Machucar as pessoas pra depois pedir desculpa
                                                Desculpa não é perdoar
                                                A maldade estava aqui antes de eu nascer

                                                Tudo estava aqui antes de mim
                                                Porém tenho que buscar o perdão
                                                Para purificar minha alma



Fonte:  Livreto: O Inimigo em Comum, dos escritor haitiano Joseph Mike Iorry- Edição do autor.
                                                       

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Livro- A Cabana do Pai Tomás


Não há muitos livros que tenham vivido uma vida tão atribulada como "A Cabana do Pai Tomás". Publicado entre 1851 e 1852 sob a forma de folhetim, num jornal antiesclavagista moderado, "National Era", e recusado pelos primeiros editores a quem foi proposto sob a forma de livro, "A Cabana do Pai Tomás" acabaria por ser editado nesse formato a 20 de Março de 1852. O livro vendeu dez mil exemplares na primeira semana de vendas nos Estados Unidos e 300.000 exemplares no primeiro ano. Na Grã-Bretanha, no primeiro ano de edição, venderia um milhão e um segundo milhão nas suas várias traduções em diversos países. Segundo as suas próprias palavras, Harriet Beecher Stowe esperava ganhar com a obra o suficiente para comprar um vestido novo, mas os primeiros três meses de vendas renderam-lhe a soma de 10.000 dólares - uma pequena fortuna. Em 1861, nas vésperas da Guerra Civil Americana (1861-1865), a autora era a mais famosa escritora do mundo e o livro atingia uns fabulosos 4,5 milhões exemplares vendidos - um número tanto mais espantoso quanto muitos dos estados do Sul dos Estados Unidos o tinham proibido, quanto havia contra ele uma intensa campanha política e os cinco milhões de escravos que integravam os 32 milhões de americanos de então eram praticamente todos analfabetos. Havia um exemplar de "A Cabana do Pai Tomás" em cada família americana não militantemente esclavagista, o que o tornava o livro mais difundido depois da Bíblia, da qual era companheiro de estante frequente.
A seguir à Guerra Civil americana, da qual é apontado como uma das causas directas (a lenda reza que Abraham Lincoln, durante uma visita de Harriet Beecher Stowe à Casa Branca, em 1862, lhe terá chamado "a pequena senhora que fez esta grande guerra"), o livro foi caindo gradualmente no esquecimento e só voltaria ao primeiro plano após a Segunda Guerra Mundial, para conquistar um lugar cativo no panteão dos "grandes romances americanos".
Tudo começou com o martírio do Pai Tomás
Nascida numa família fervorosamente religiosa, filha do mais famoso pregador evangelista da sua geração, Lyman Beecher, e casada com um professor de teologia, Calvin Stowe, Harriet viveu toda a vida num ambiente de extrema devoção e firmes convicções antiesclavagistas, alicerçadas numa veemente fé cristã na igualdade de todos os homens. Antes de "A Cabana do Pai Tomás" a sua reputação como escritora era inexistente e a sua carreira nesse domínio resumia-se a alguns textos morais e bucólicas descrições campestres. Terá sido a aprovação da Lei dos Escravos Fugitivos, em 1850 (que tornava um crime dar ajuda ou refúgio a estes escravos e que foi acatada por alguns estados do Norte), que levou Harriet Beecher Stowe a deitar as mãos ao romance. Isso e uma visão que teve um dia depois da comunhão, em que à frente dos seus olhos viu desfilar o martírio e morte do Pai Tomás.
Misto de romance e panfleto, "A Cabana do Pai Tomás" está cheio de interpelações lacrimogéneas ao leitor ("mãe que lês estas páginas...") e de fórmulas de fervor religioso que datam o texto e podem tornar a leitura fastidiosa. O texto está recheado de orações lançadas ao seio do Todo-Poderoso, rogos dirigidos Àquele que é piedade e compaixão, louvores ao Senhor, glórias a Jesus, bênçãos ao Criador, de uma fé inquebrantável nos Seus desígnios e de hinos fervorosos que sobem aos Céus (muitos deles acompanhados da respectiva letra) por entre os olhares marejados de lágrimas daqueles que não aspiram senão a ser chamados à Sua glória. Apesar disso, a viva caracterização dos seus personagens - um dos mais famosos críticos americanos, Edmund Wilson, escreveu que "os personagens se exprimem muito melhor do que o autor" - fazem do livro uma obra poderosa, que se lê com inevitável adesão.


 Fonte: www.publico.pt

domingo, 21 de julho de 2019

Medo






                                                       O medo é
                                                       Um bicho papão
                                                       Que devora
                                                       Nosso coração.


                                                                   Quem tem medo
                                                                   Não segue em frente
                                                                   Esconde-se de tudo
                                                                  Tem medo até de gente

                             
                                       Eu tenho medo
                                       De amedrontar
                                       Até as pessoas
                                       Que eu encontrar

                                                                              Por isso, seu medo
                                                                              Vá embora, sem demora
                                                                              Me deixe ficar sozinho
                                                                              Eu não sou seu amiguinho
                                                                              Eu sou um menino bonzinho
                                                                              Trato todos com carinho.


                                              Vá embora, medo, seu bobão
                                              Vá com o bicho papão
                                              Deixe ficar feliz
                                              Meu coração. 


Fonte: Coletãnea "Crianças e jovens do Rio Grande escrevendo histórias" Vol. XXII- 2014
                              Impressão CORAG- POA/RS 


                                              
                                                    

domingo, 7 de julho de 2019

O preconceito não é legal




…E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles.  E disse: “Com toda a certeza vos afirmo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.

                                                                                                 Mateus 18:2-3


                                               O preconceito não é legal


                                            Não vamos olhar para a pele
                                            E sim para o coração.
                                            Sem preconceito
                                            Vivemos em união.

                                            Sou pequena, mas já sei
                                            Para que discriminar?
                                            Minha mãe sempre me diz
                                            Devemos a todos amar.

                                                                                                  Mariana Silva


Fonte: Coletânea Infanto-juvenil "Crianças e Jovens do Rio Grande Escrevendo Histórias"- 2014- POA/RS

                                                                                                    

terça-feira, 2 de julho de 2019

Canabidiol sem censura

A planta cannabis é amplamente conhecida por suas propriedades analgésicas. Há alguns canabinóides que ajudam a relaxar os músculos e aliviar a dor, mas o mais proeminente é o canabidiol. Os extratos de cannabis foram encontrados para aliviar a dor ainda mais eficazmente do que os analgésicos opióides, os quais são amplamente prescritos para a dor.
Canabidiol pode ser usado para ajudar a tratar a dor aguda, dor pós-operatória, dor crônica e dor neuropática. O canabidiol também ajuda a proteger nosso cérebro e a função cognitiva.
Inflamação é um dos principais contribuintes para doenças praticamente, inclusive distúrbios neurodegenerativos. O canabidiol atua como um anti-inflamatório natural, bem como um antioxidante potente, e é uma opção de tratamento muito promissora para todas as desordens neurodegenerativas.
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Anticâncer e benefícios antitumoral do canabidiol
O canabidiol (CBD) foi encontrado para ativar vias apoteóticas em células de câncer da mama. Os investigadores estão agora a explorar o potencial de combate ao câncer do canabidiol e os resultados iniciais são muito promissores. CBD é um agente antineoplásico, o que significa que inibe o crescimento e propagação de tumores, tornando-se uma opção de tratamento potencial e promissor para pacientes com câncer de todos os tipos.
Melhoria da resistência à fratura de ossos
Tudo bem, o canabidiol é um poderoso auxílio para dormir, e é analgésico, traz benefícios excelentes para a nossa saúde cognitiva e ainda ajuda a combater o câncer. Como se isso não fosse notável o suficiente, ele ainda nos ajuda a curar nossos ossos quebrados.
Canabidiol contra a depressão
CBD induz efeitos do tipo antidepressivo. O CDB também possui qualidades de antidepressivos, deixando os usuários mais calmos, eufóricos e relaxados.
Canabidiol contra a esquizofrenia
A investigação atual sugere que o canabidiol é uma alternativa eficaz, segura e bem tolerada contra a esquizofrenia. Ele produz benefícios ansiolíticos e anti-psicóticos que ajudam pacientes com esquizofrenia, bem como um número de outras condições psicóticas, incluindo o transtorno bipolar.
Canabidiol contra a diabetes
O tratamento com canabidiol pode reduzir significativamente a incidência de diabetes. A pesquisa foi realizada em ratos até agora. A partir de 86% em ratinhos não tratados com apenas 30% em ratinhos tratados com o CBD, os resultados indicam que o canabidiol pode inibir ou atrasar a insulite destrutiva e a produção de citoquinas inflamatórias.
Canabidiol contra doenças cardiovasculares
Os mesmos benefícios diabéticos do CBD também são responsáveis pelos seus benefícios cardiovasculares. O CBD atenua a disfunção miocárdica, fibrose cardíaca, estresse oxidativo, inflamação, morte celular e vias de sinalização inter-relacionados.
A cannabis é um medicamento profundamente poderoso que tem sido usado por milhares de anos. Como a ciência avança, ela está sendo capaz de realmente examinar apenas como a planta cannabis afeta nosso corpo. O que se está descobrindo é que ele oferece muito mais benefícios para a saúde do que se pensava. Uma espécie de cura para tudo, desde analgésico ao agente anticâncer.
Talvez ainda seja cedo para falar, mas o canabidiol parece ser bastante promissor para a cura de doenças ou alívio de outras. Basta a medicina continuar os testes para que possamos desfrutar desse medicamento, o quanto antes.

Fonte: www.manual de saúde.com.br






sábado, 15 de junho de 2019

Meninas Crespas



 

Ensino de idioma africano e criação de biblioteca comunitária na Restinga

Projeto Meninas Crespas, desenvolvido em Porto Alegre, oferece aula de yorubá, idioma de origem africana, e cria acervo com obras que abordam história dos negros
Um encontro semanal na Casa Emancipa, na Restinga, extremo sul da Capital, está mudando a consciência e os sentimentos de crianças negras. São ações que fazem parte do projeto Meninas Crespas, criado em 2015 pela professora Perla dos Santos, com a parceria de algumas mães e alunas da Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Alberto Pasqualini, no mesmo bairro.
A reunião do grupo ocorre sempre aos sábados. Agora, para fortalecer ainda mais o laço dos integrantes do projeto – composto em sua maioria por mulheres negras – com a negritude, estão sendo organizadas aulas do idioma yorubá, de origem africana. Além disso, o grupo está criando uma biblioteca afrocentrada, que terá livros nos quais a história do negro será contada por diferentes vieses, não apenas centrada na escravidão ou na visão dos colonizadores europeus.
— Queremos demonstrar para as crianças e também aos demais participantes que o negro tem uma história muito rica e anterior à escravidão. São séculos de reis e rainhas africanos cujas histórias não são contadas nas aulas ministradas nas escolas — explica a professora Perla.
Atualmente, o projeto não tem mais ligação com a rede pública de ensino. As aulas de yorubá, que começaram no sábado, são ministradas pelo eletricista Gercy Ribeiro de Mattos, 61 anos. Chamado de mestre Cica, Gercy é pesquisador da cultura africana e babalorixá da nação Oyo do Batuque no Rio Grande do Sul. O idioma yorubá está na família dele há algumas gerações. 
Manutenção da tradição
Para o mestre, além ensinar as crianças sobre a existência do idioma africano, as aulas são uma maneira de manter a língua viva.
— Toda a repressão que os negros sofreram no período da escravidão calou essa língua. Mas, o yorubá foi sobrevivendo de geração em geração, graças ao esforço dos nossos ancestrais — conta mestre Cica.
Uma das alunas da classe é a professora Kátia Flores, 39 anos, que conheceu o Meninas Crespas recentemente. Além dela, as aulas de yorubá contam com a presença de duas de suas filhas, Lívia, sete anos, e Luiza, quatro anos, e também da sobrinha Laura, oito anos, que está há mais tempo envolvida com a organização social.
— Essas ações são perfeitas para demonstrar as crianças a importância de resgatar a negritude da nossa população — pontua Kátia.






Fonte: batuquers.com.br

sábado, 1 de junho de 2019

Vida de um estrangeiro

        
                                                             Demorou um tempo
                                                             Pra conseguir visto.
                                                             Demorei alguns meses pra juntar dinheiro.
                                                             Pra viajar a tempo

                                                             Demorei um dia pra chegar
                                                             Para ouvir outras pessoas falando outra língua
                                                             Fiquei na janela
                                                             Ouvindo gente falar
                       
                                                             Consegui entender sem falar
                                                             Consegui amigos pra me ajudar
                                                             Eles conseguiram entender as minhas idéias
                                                             Estava com vontade de falar e até de escrever poesia

                                                            Demorei alguns minutos pra escrever esta poesia
                                                            Não demorou tanto pra divulgar minhas obras
                                                            Mas vou demorar toda a minha vida
                                                            Pra entender porque existe o racismo.

           

                                        Poesia do livro "O Inimigo em Comum", do escritor haitiano Joseph

                                        Mike L. Loudney,  jovem imigrante que trocou Porto Príncipe (capital 

                                        daquele país) pelo Brasil em 2017.

               

domingo, 5 de maio de 2019

Anténor Firmin

AVISO AOS POSSÍVEIS INTERESSADOS:

A Feira do Livro Independente de POA foi cancelada pela Prefeitura Municipal devido a previsão de chuva pro domingo. Nos próximos dias, divulgarei aqui a nova data reagendada.
Que pena... Mas sigo na pegada literária,  apresentando pra vocês um escritor negro pouco lembrado, mas que confrontou idéias racistas da sua época.

Quem foi Anténor Firmin?
Ele viveu de 1850 a 1911.
Era um antropólogo, jornalista e político haitiano.
É considerado o primeiro antropólogo negro.
Firmin é mais conhecido por seu livro "Sobre a igualdade das raças humanas", publicado em 1885, como uma refutação à obra do escritor francês, o racista Arthur de Gobineau, "Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas" (1883) Gobineau afirmava a superioridade da raça ariana e a inferioridade dos negros e de outras pessoas de cor.
O trabalho de Firmin, argumentava o contrário:
"todos os homens são dotados das mesmas qualidades e das mesmas falhas, sem distinção de cor ou forma anatômica. As raças são iguais"
Ele foi marginalizado na época por defender que todas as raças humanas eram iguais!
Isso mesmo que você leu!
A ideia de que existem raças ou cores diferentes sempre foi um discurso de poder. Firmin foi pioneiro ao propor a integração da raça e da antropologia física.
As classificações e suas derivações - mulato, cafuzo, mameluco, pardo, cabra e etc, sempre foram um projeto de mostrar quem pertencia as raças superiores, inferiores e médias. A quem interessava construir o conceito de raça inferior e superior?
Uma pequena citação de Firmin, em "Sobre a igualdade das raças humanas" (1885)
"Antes que a ideologia dominante introduzisse o conceito de "raça" na esfera sociológica, conquistas e subjugações foram realizadas entre povos mais ou menos isocromáticos. De acordo com esse ambiente, os opressores têm que fabricar o pretexto da suposta superioridade de alguns grupos e estratos humanos sobre outros, e de alguns povos sobre outros. Mesmo depois de 1492, num caso em que não se podia adivinhar qualquer diferença de cor, os colonialistas britânicos chamaram aos irlandeses colonizados de "gorilas brancos".
Mas a globalização que, através da interligação da Europa com a África e a América, fortaleceu as suas ligações com a Ásia, forneceu pretextos de mais fácil visualização: as classificações "negra", "cobris" e "amarela", e as suas derivações, bem como as suas possíveis combinações, serviram para denegrir "seres inferiores" proclamados como "fardo" para o "branco", enquanto isso se estabelecia como um paradigma imposto." (pag. XVII)





Fonte: Centro de Estudos Africanos da UFMG

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Feira do Livro Independente de Porto Alegre- 1ª edição.

Feira do Livro Independente reúne 65 autores em Porto Alegre neste domingo, 5

Contando exclusivamente com escritores e ilustradores como expositores, o evento tem como objetivo a aproximação com os leitores e contará com programação paralela de contação de histórias para crianças.
 
Um novo evento com possibilidade para a comercialização de livros surge no calendário cultural de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Em sua primeira edição, a Feira do Livro Independente será realizada na rua Rua João Telles, no trecho entre a Avenida Osvaldo Aranha e a Rua Henrique Dias, no Bairro Bom Fim, neste domingo, 5 de maio, das 14h às 19h, com 65 autores independentes de Porto Alegre e de outras cidades gaúchas. Os valores de livros irão variar, desde zines por R$ 2,00 até livros de valores mais altos.
 
 Contando exclusivamente com escritores e ilustradores como expositores, a Feira tem como objetivo aproximar autores e leitores, possibilitando intercâmbios sobre os processos criativos das obras, aprofundando relacionamentos e resultando em venda direta. “A ideia surgiu no final de 2018 e se solidificou por volta de fevereiro deste ano”, conta o um dos organizadores, o escritor Gabriel Cianeto, autor Imaginário (2013), Londres (2015) e Oceano Sorvete de Uva (2018). “A Feira se configura como um evento acessível no qual os autores podem ter um retorno financeiro mais vantajoso do que em outras oportunidades semelhantes”. Segundo ele, o evento é custeado integralmente pelo valor arrecadado com as inscrições dos autores participantes. Haverá ainda um intérprete de Libras-Português à disposição das pessoas surdas em visitação.
 PROGRAMAÇÃO PARALELA
A Feira terá programação paralela de contação de histórias para crianças: 14h, Valentina e o Feijão, pela escritora Viviane De Gil; e às 15h, O Menino Dinossauro, com a escritora Wanda Queiroz. E, também, lançamentos de livros. “Parece haver uma certa preocupação geral com o futuro dos livros, mas, pelo que vejo, como escritor, as pessoas seguem lendo, talvez um pouco menos, talvez em outras plataformas. No entanto, mesmo a internet, que é tida como uma das ameaças à literatura, possui uma série de elementos que a incentivam, como booktubers e plataformas on-line para livros”, avalia Gabriel Cianeto. “A produção independente também ganha bastante com essas plataformas, com custo muito abaixo da impressão de livros físicos. E tenho notado uma grande quantidade de autores independentes, o que aumenta a riqueza e a diversidade de literatura e cultura”.

Fonte: www.extraclasse.org.br