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domingo, 14 de janeiro de 2018

Amor



28 Aproximou-se dele um dos escribas que os tinha ouvido disputar, e sabendo que lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos?
29 E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.
30 Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.
31 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.
32 E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele;
33 E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.
34 E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém ousava perguntar-lhe mais nada.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Senhor Krishna




Krishna é a oitava existência terrena de Vishnu, a divindade responsável pela manutenção do Cosmos. Ele é a reencarnação sagrada mais amada dos indianos, para quem foram edificados inúmeros santuários e a quem se dedica um número incalculável de seguidores. É a maior divindade não ariana nas crenças indianas.
Ele é geralmente representado sob a forma de um pastor que adora tocar flauta, seduzindo todos os seres vivos. Simultaneamente ele é retratado no Mahabharata como o mestre que orienta seu discípulo Arjuna na batalha de Kurukshetra, travada entre o Bem e o Mal, entre os Kauravas e seus primos Pandarvas, encabeçados por este aprendiz de Krishna. Dono de uma beleza física sem igual, ele veio à Terra para combater as sombras, há pelo menos 5000 anos, trazendo consigo mensagens de amor.
Este avatar nasceu em Mathura, na prisão, pois sua família era mantida prisioneira por um ser demoníaco que se fazia passar pelo rei Ugrasena. Este fora derrotado pelo demônio, o qual enganara sua esposa e a levara a gerar Kamsa; este, ao crescer, roubou o trono de seu pai e aprisionou sua irmã Devaki, filha do soberano atraiçoado, a qual viria a ser a mãe de Krishna, e seu marido Vasudeva.
Kamsa ouve uma voz que lhe alerta, revelando-lhe que o oitavo filho deste casal o destruiria; ele detém a irmã e o cunhado, mata sete de suas crianças, mas Krishna escapa da maldição, para mais tarde cumprir sua missão. Graças a seu pai, foi entregue a outra família, pela qual foi criado humildemente, pastoreando vacas.
Posteriormente ele torna-se o preferido das garotas e chega a se transformar em vários seres para poder atender a todas elas ao mesmo tempo. Sua escolhida, porém, é Radha. Posteriormente ele assume o reinado da cidade de Dwaraka, que tem o sentido de ‘Porta Pequena’, e conquista um significativo destaque no Mahabharata, ancestral livro sagrado da Índia, no qual é representado como um ser sagrado que participou de eventos que mudaram o rumo de toda a trajetória histórica do Oriente.
Embora ele tenha trazido em sua bagagem os ensinamentos divinos, foi repelido pelos homens e incompreendido em sua forma humana. Até mesmo seu seguidor dileto, Arjuna, teve dificuldades para entender o potencial divino existente no interior de Krishna, pois não podia aceitar que na forma humana houvesse alguma semente da divindade. Ele teve que assumir sua essência divina para que o amigo acreditasse nele e o obedecesse, lutando contra seus primos, símbolos das forças das trevas.
Krishna foi conhecido sob vários nomes, dos quais alguns mais populares são Govinda, Syamasundar ou Gopala, o preservador das vacas. Além de sua intensa beleza, ele também atraía as pessoas pela sua energia insuperável e sua grande fortuna. Suas lições foram para sempre gravadas nas páginas do Bhagavad Gita, que contém incontestavelmente todo o saber dos Vedas.
Fontes
http://www.bahai.org.br/religiao/Krishna.htm
http://www.minuto.poetico.nom.br/hinduismo07.php

domingo, 17 de dezembro de 2017

Infância de Jesus


Este pequeno menino Jesus, com cinco anos, brincava, depois de uma tempestade, na margem de um ribeiro. Conduzia pequenos regatos para valas e esta água tomava-se imediatamente límpida, obedecendo à sua mínima palavra.
De seguida, tendo agarrado num pedaço de terra argilosa, moldou doze pequenos pardais. Era um sábado; um bando de garotos brincava com ele.
Um judeu, vendo em que se ocupava Jesus nesse dia, apressou-se a contar tudo a José seu pai. “Ouve, o teu filho está perto do ribeiro; agarrou num bocado de argila e esboçou doze pardais. Ele troça do sábado!”
José foi ter ao lugar onde se encontrava Jesus. Logo que viu o seu filho, repreendeu-o: “Porque te entregas a actividades proibidas no sábado?”. Mas Jesus bateu palmas e gritou aos pardais: “Partam!” Os passarinhos estenderam as asas e levantaram voo, chilreando.
Siderados, os Judeus foram-se embora contar aos seus chefes o que Jesus tinha acabado de fazer diante dos seus olhos.
Entretanto, o filho de Anás o escriba, que se encontrava lá, com Jesus, apanhou um ramo de salgueiro e dispersou as águas drenadas por Jesus.
Vendo isto, Jesus zangou-se e disse-lhe: “Mau! ímpio! Insensato! Que mal te faziam os meus canais e esta água? Pois bem, agora transforma-te numa árvore seca, que não tenha nem folha, nem raiz, nem fruto”.
Imediatamente a criança secou, dos pés à cabeça. E Jesus a voltou para casa de José.
Os pais da criança dessecada vieram buscar o seu filho, chorando a sua juventude. Levaram-no a José e acusaram-no de ter um filho capaz de tais milagres.
Uma outra vez, Jesus passeava pela aldeia, quando uma criança, correndo, o magoou no ombro. Irritado, Jesus disse-lhe: “Tu não prosseguirás a tua estrada”. No mesmo instante, a criança caiu morta. Perante isto, alguns exclamaram: “Donde vem esta criança, cujas palavras se tomam imediatamente realidade?”
Os pais do jovem morto foram queixar-se a José: “Com um filho como o teu, não podes ficar connosco na aldeia, ou então ensina-lhe a abençoar em vez de amaldiçoar. Pois ele mata as nossas crianças”.
José chamou o seu filho à parte e repreendeu-o: “O que te deu? Estas pessoas sofrem, detestam-nos e querem mandar-nos embora”. Jesus respondeu: “Eu sei que as palavras que dizes não vêm de ti; também por respeito para com a tua pessoa, eu me calarei. Mas eles receberão o seu castigo”. Logo os queixosos foram fulminados de cegueira.
Os assistentes estavam dominados pelo medo e pela confusão. “Toda a palavra que sai da sua boca, boa ou má – diziam eles -, cumpre-se e produz um milagre”. E quando eles viram as proezas de Jesus, José levantou-se, pegou no seu filho por uma orelha e puxou-lha vigorosamente.
A criança exaltou-se e disse-lhe: “Não te chega procurar e não encontrar? Aí está! Não pensas no que fazes. Ignoras que eu sou teu? Então deixa-me em paz!”
Evangelho do Pseudo-Tomé


Fonte: escolapt.wordpress