sábado, 16 de maio de 2026

A seta

         


        Eu, que me tornei internacionalmente conhecido como um contista de histórias longas, algumas beirando à romances, começo aqui a palmilhar, despretensiosamente, o terreno dos mini contos. Direto e reto. Claro e conciso.

     Agradem ou não, muitos outros virão, podem esperar, estimados leitores meus.

 

          Aqueles oito meses abstêmios, sem vida sentimental e tudo aquilo que com ela vêm junto, impulsionaram-na à um apurado estágio reflexivo. A seta foi certeira. Uma frase, do nada surgiu. Foi reveladora e ao mesmo tempo definitiva, moldando, á partir dali, profundamente, a forma como passou à encarar a vida:

        "Não nasci pra ser freira."


domingo, 10 de maio de 2026

Bendita maternidade

 


No cuidado.
Na presença.
Na entrega.
Na força que acolhe
e no coração que tantas vezes ama sem pedir nada em troca.
A maternidade carrega algo de sagrado,
porque revela, de forma muito concreta,
esse princípio divino do amparo, da proteção
e do amor que sustenta a vida.
Neste Dia das Mães,
mais do que comemorar,
vale contemplar.
Reconhecer.
Honrar.
Honrar aquelas que cuidam,
as que protegem,
as que estão presentes,
e também aquelas que, com todas as suas limitações humanas,
ainda assim expressam algo profundo do amor.
🌿 Que este seja um dia de gratidão,
de reverência
e de lembrança:
quando o amor se torna cuidado, presença e doação,
ele nos mostra um reflexo de Deus.



Giridhari Das

sexta-feira, 1 de maio de 2026

O primeiro sinal

     


    

          Dia de remexer no baú e resgatar o poema de um romance adolescente que escrevi.

  


O que será isso que eu sinto agora?

Onde está aquele meu orgulho?

Onde estão minhas razões?

Não é bem isso o que eu quero,

mas a escolha parece não ser mais minha

O certo e o errado já não existem,

perderam-se em algum lugar

Aquela redoma que tanto me acompanhara,

parece não mais funcionar

Não sei calar essa minha voz

Justo eu, que sempre achara errado dar a outra face,

mesmo que o coração mandasse

Sempre abri mão de segundas chances,

e de toda espécie de concessões

Só que agora sinto algo novo

Algo que eu assistia,

mas não imaginava em mim

Sei que ainda posso acabar com tudo,

mas quero continuar

Talvez por necessidade


Talvez só por curiosidade

É solitária a minha caminhada,

por isso só eu sentirei

Poderá ser mais uma triste ilusão,

ou o início de uma realidade

Não sei se estou me humilhando,

ou se estou somente lutando

A verdade é que nunca fiz isso antes,

por isso nem imagino qual será o fim.