Eu fico pensando em quando os povos da melanina preta ou negra viviam em harmonia entre si, até serem dominados, sem saber o porquê, pelo próprio semelhante. Eles viviam no mesmo planeta, sendo os primeiros seres humanos criados pelo Criador para formar a humanidade que viveria em cada lugar do planeta terra. No começo, viviam uns próximos dos outros, no meu pensar, com ideias iguais e vivendo na mesma terra e dividindo seus costumes e alimentos, respirando o mesmo ar, e o que interessava a eles era a liberdade num sistema de ir e vir. Como seres humanos nômades que viviam em grupos num certo número de homens, mulheres e crianças, sem saberem, eram acompanhados pelos Òrisàs, seus orientadores em seus percursos, para que no tempo certo, esses seres humanos negros, com o passar dos séculos ou décadas, vieram a deixar semente e continuar com o círculo da vida.
Ao passar pela terra, no tempo determinado pelo Criador ao criar a humanidade, a cada grupo correspondem um destino e uma tarefa. Nascer, cuidar, orientar os seus e, com o decorrer do fim das suas vidas, se é assim e escrito pelo destino, tornar-se uma ancestralidade para também, de uma forma ou outra, ajudar e orientar quem ele deixou como semente quando esteve de passagem na terra.
Nossos ancestrais foram também perseguidos na diáspora e sofreram por não concordarem com o que impõem religiosos de outros segmentos. Todos nós somos os mesmos seres, criados pelo mesmo Criador que no começo da humanidade escolheu a negra para ser sua progenitora. Mas o criador já sabia que um dia o filho biológico, por ver sua Mãe com a melanina preta, diferente da dele, iria torná-la sua escrava, e não contente, tornou seus irmãos escravos pelo mesmo motivo. O diferencial, que era a cor, também os escravizou.
Fonte: Mestre Cica de Óyó, Bábàlórisà, escritor, professor do idioma yorubá, pesquisador e disseminador da ancestralidade negra, em seu livro "O Batuque de Nação Òyó no Rio Grande do Sul".

13 comentários:
Não faz qualquer sentido diferenciar as pessoas pela cor da pele.
Abraço de paz e amizade.
Juvenal Nunes
Muy interesante. Te mando un beso.
Olá, Cesar, a maior vergonha da história da humanidade, escravizar e humilhar humanos pela sua cor!
Gostei muito da sua postagem!
Tenha uma feliz semana, amigo.
Abraço.
Não entendo por que motivo as pessoas são distinguidas pela cor da pele. Ainda mais serem escravizadas por esse motivo. É indigno. Uma excelente reflexão meu Amigo César.
Tudo de bom.
Um beijo.
Muito interessante! Gostei de saber!
Bjxxx,
Pinterest | Instagram | Blog
Dein Text hat mich sehr bewegt. Besonders die Vorstellung einer Zeit, in der Menschen in Harmonie miteinander lebten, verbunden durch gemeinsame Wege, Rituale und den Glauben an ihre Ahnen, wirkt stark und tröstlich zugleich.
Die Bilder von den Orishas als Begleiter auf den Reisen und vom Weiterleben in den Nachkommen sind sehr eindrücklich. Sie erinnern daran, wie tief verwurzelt Geschichte, Glaube und Identität miteinander verbunden sind.
Auch der Gedanke, dass Unterschiede – wie die Hautfarbe – einst zur Unterdrückung führten, macht nachdenklich. Umso wichtiger ist es, die gemeinsame Herkunft und die Würde jedes Menschen im Blick zu behalten.
Danke, dass du diese Gedanken teilst.
O texto me parece uma fábula ou um mito de origem como tantos outros povos criaram ao longo da história. Cada povo se vê de forma diferente, geralmente se vê com uma origem gloriosa mas geralmente, alguma força do caos aparece para perturbar a ordem original. É assim com os mitos mesopotâmicos e também no mito bíblico de origem do povo judeu.
os pretos não foram os únicos povos a serem escravizados por outros povos. Inclusive, povos pretos lutaram contra povos pretos e também o escravizaram. A história humana não é bonita...
Porém, a escravidão africana nos toca profundamente por fazer parte da nossa história brasileira. Os sinais que os negros (pretos e pardos) foram marginalizados ainda estão presente até hoje em nossa sociedade, apesar da intensa miscigenação que ocorreu entre nós.
Um bonito texto que gostei de conhecer.
Boa tarde Cesar. Já sofri muito racismo, pela cor da minha pele. Um excelente tarde de terça-feira.
Olá, Cesar, um ótimo texto que servirá para as pessoas
conhecerem essa realidade dura e injusta, mas que agora
essas pessoas encontram-se em outra situação digna de aplausos,
depois de tudo o que passaram.
Uma boa semana,
abraços.
I don't judge people based on their skin colour. I look at their hearts and the way they treat others, both animals and humans.
Muito interessante o estudo dessa antropologia.
Abraços.
Olá César, texto profundo e importante para a nossa reflexão... abraços!
Slavery was pure wickedness. Let’s stop pretending “I don’t see color” fixes centuries of stolen lives, broken families, and oppression. Black people survived, resisted, and built despite it all and that strength demands truth, respect, and justice.
Postar um comentário