sábado, 7 de fevereiro de 2026

Dúvidas

 



   Fevereiro, entre tantas datas sublimes, é também o mês do meu aparecimento (aniversário), por isso, tomo a liberdade de auto homenagear-me, com um poema que nasceu como um divisor de águas da minha presente existência. "Dúvidas" foi nada mais nada menos que a minha primeira criação literária concebida como tal, trabalhada pra ser mostrada à alguém.

   Sintam-se pois, inseridos na minha história com a caneta e recebam os versos como um presente, dado pelo aniversariante aos que visitam-me, aos que já não vem mais ou àqueles que  simplesmente espionam-me com frequência.

                      ♒


         Dúvidas, é o preço pra você viver

                       Dúvidas, percorrem a minha mente

                       Duvidando de tudo e de todos

                       Duvidando até mesmo de mim

                       Muita coisa eu não aprendi

                       Muita coisa não me ensinaram

                       Aqueles anos foram bons pra tantos,

                       Mas pra mim eles somente passaram

                       

                       Tantas páginas já foram viradas,

                        lá se vai mais um verão

                        O medo se uniu à inocência,

                        e quanta coisa já foi feita em vão

                        Um dia ainda vou aprender

                        A noite vai ficar melhor

                        E eu duvido que dúvida vai acabar,

                        mas sobre mim eu não vou mais duvidar.




  

11 comentários:

chica disse...

Muito linda tua poesia e desde já, PARABÉNS e muitas felicidades nesse TEU novo ano! abraços, chica

J.P. Alexander disse...

Muchas felicidades. Profundo poema. Te mando un beso.

Teresa Isabel SIlva disse...

Gostei do poema, até porque ter dúvidas é parte da vida não é mesmo?

Bjxxx,
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Juvenal Nunes disse...

A vida é feita de dúvidas, que nem sempre conseguimos esclarecer.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes

❦ Cléia Fialho ❦ disse...

Que texto bonito e honesto. “Dúvidas” carrega aquela verdade que não tenta se enfeitar: ela se mostra como é, humana, vulnerável, real. Dá para sentir que esse poema nasce de um ponto de virada, de um momento em que a escrita deixa de ser apenas desabafo e passa a ser consciência — quase um pacto consigo mesma.

Os versos caminham entre a incerteza e o amadurecimento com muita delicadeza. Há dor nos anos que “somente passaram”, há melancolia nas páginas viradas e nos verões que se vão, mas também existe algo muito forte ali: a decisão de não mais duvidar de si. Esse fechamento é poderoso, porque não promete o fim das dúvidas — promete autonomia, firmeza, identidade.

É um poema que acolhe quem lê, porque todos nós já estivemos nesse lugar de perguntas sem respostas. E talvez seja exatamente por isso que ele toca tanto: pela coragem de expor fragilidades e transformá-las em palavra. Um presente sincero, íntimo e luminoso, mesmo quando fala de sombras.

Luiz Gomes disse...

Boa tarde meu querido amigo Cesar. Feliz Aniversário, meu querido amigo gaúcho. Só perdoe-me por desejar só hoje. Acho que todos nós temos nossas dúvidas. Só precisamos, aprender conviver com elas. Uma excelente tarde de domingo. Grande abraço do seu amigo carioca.

Fá menor disse...

Muito bom! Grata pelo poema ofertado.
E muitos parabéns e felicidades! Que as dúvidas continuem por muitos e longos anos.

Abraços!

" R y k @ r d o " disse...

Bonita postagem. Tenha um aniversário muito feliz.
.
As maiores felicidades..
.
“” Sorriso: o teu oásis de amor
““

.

Graça Pires disse...

Parabéns pelo aniversário e pelo primeiro poema, aquele que nasce no peito do poeta e nunca mais de lá sai. Gostei muito.
Tudo de bom.
Um beijo.

Ana Lucia Nicolau disse...

Olá Cesar! fevereiro também é o mês de meu aniversário, adorei o texto que você fez em sua homenagem!! parabéns e que seu novo ciclo seja de tudo de bom! www.ananicolau.adv.br

MELODY JACOB disse...

I really like how honest and reflective this poem is. It captures that quiet struggle with doubt while also leaving a sense of hope and self-acceptance at the end.