sexta-feira, 1 de maio de 2026

O primeiro sinal

     


    

          Dia de remexer no baú e resgatar o poema de um romance adolescente que escrevi.

  


O que será isso que eu sinto agora?

Onde está aquele meu orgulho?

Onde estão minhas razões?

Não é bem isso o que eu quero,

mas a escolha parece não ser mais minha

O certo e o errado já não existem,

perderam-se em algum lugar

Aquela redoma que tanto me acompanhara,

parece não mais funcionar

Não sei calar essa minha voz

Justo eu, que sempre achara errado dar a outra face,

mesmo que o coração mandasse

Sempre abri mão de segundas chances,

e de toda espécie de concessões

Só que agora sinto algo novo

Algo que eu assistia,

mas não imaginava em mim

Sei que ainda posso acabar com tudo,

mas quero continuar

Talvez por necessidade


Talvez só por curiosidade

É solitária a minha caminhada,

por isso só eu sentirei

Poderá ser mais uma triste ilusão,

ou o início de uma realidade

Não sei se estou me humilhando,

ou se estou somente lutando

A verdade é que nunca fiz isso antes,

por isso nem imagino qual será o fim.

8 comentários:

Linda's Relaxing Lair disse...

Very powerful poem, Cesar. Thank you for sharing this.

Graça Pires disse...

Os primeiros poemas que se escrevem são sempre um sinal de que a poesia chama por nós. Não se pode ignorar o chamamento. É muito inspirador este poema.
Tudo de bom, meu Amigo.
Um beijo.

Teresa Isabel SIlva disse...

Muito bonito e interessante! Obrigada pela partilha!

Bjxxx,
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Fá menor disse...

Emoções a começar a dar de si. Muito bom.

Beijinhos e tudo de bom, sempre!

Luiz Gomes disse...

Boa tarde meu querido amigo e poeta gaúcho Cesar. Não sou muito bom e fazer poemas. Desejo uma excelente tarde de terça-feira e um grande abraço do seu amigo carioca.

MELODY JACOB disse...

I also appreciate how the poem never fully names the feeling. It could be love, attachment, longing, dependence, or even the first experience of emotional surrender. Leaving it open makes it more relatable because almost everyone has encountered a moment where they questioned whether they were humiliating themselves or simply learning how to care deeply.

Tais Luso de Carvalho disse...

Nossa!!! Que belíssimo poema, profundo, sensível, criativo...
vem á do fundinho de tua alma!
Inspiradíssimo, verdadeiro, belo demais!
Aplausos daqui, Cesar!
Uma boa continuação de semana!
Grande abraço do nosso solo gaúcho.

Ana Lucia Nicolau disse...

Olá, Cesar, lindo texto que me fez refletir muito, abraços