segunda-feira, 1 de junho de 2026

O Tio Sam vem aí

 


             Após certo período de advertência, os U.S.A passaram a classificar as facções criminosas daqui como grupos terroristas.

   Sem querer chateá-los com ponderações nacionalistas e políticas, na condição de mero cidadão brasileiro, vejo com certa desconfiança mais essa altruísta decisão do governo norte-americano, dessa vez, diretamente apontada pro meu país. Coincidência ou não, todas as intervenções bélicas externas de Trump são em países com alguma reserva mineral  ou fóssil de fazer inveja.

    Não tenho, é lógico, a capacidade de prever as próximas jogadas desse tabuleiro, mas posso, isso sim, manifestar publicamente a minha apreensão, com base no histórico arbitrário desse senhor de cabelos brancos que parece, de fato, se julgar dono do mundo.

     Mundialmente falando, o tráfico de drogas tá fortemente infiltrado na política e não acredito que a influência externa de uma potência mundial vai pura e simplesmente acabar com ele e é por isso que eu encerro evocando, em tom de consultoria, aquele velho ditado:


"Each monkey in its own tree."


11 comentários:

Luiz Gomes disse...

Boa tarde meu querido amigo e poeta gaúcho Cesar. Concordo totalmente com você. O Trump se acha o dono do mundo. Ele sabe que o Brasil é muito rico em minerais raros e também em petróleo. Uma excelente tarde de segunda-feira, um excelente mês de junho e um grande abraço do seu amigo carioca.

chica disse...

O Trump deve cuidar do seu quadrado e não se meter no dos outros!
abraços, chica

Eduardo Medeiros disse...

À princípio, a classificação permite ao governo americano atuar contra as facções brasileiras que já agem em território americano, seja via lavagem de dinheiro e outros crimes fiscais. Não é que o FBI vá invadir o Brasil pra prender traficante terrorista. Quem deve fazer isso é a nossa polícia, mas sempre que um terrorista traficante cai morto por um policial, chove críticas da turma da esquerda que quer me convencer que a criminalidade é puramente reflexo de questões sociais.

Eduardo Medeiros disse...

Bom ver a cara novo do blog, rs

Cesar disse...

Conforme eu disse, não sou profeta pra prever os próximos desdobramentos, pois cumprir a palavra e não é o ponto forte dos políticos.
Nem tudo aquilo que parece ser, acaba sendo.

Fá menor disse...

O mundo está a ficar muito perigoso para se viver...

Boa semana!

Graça Pires disse...

Esse senhor que se julga dono do mundo, só faz disparates. E o mundo está cada vez mais horrível e perigoso.
Tudo de bom.
Um beijo.

❦ Cléia Fialho ❦ disse...

Teu texto provoca reflexão e inquieta justamente por tocar numa ferida antiga da política internacional: o limite entre ajuda, interesse estratégico e intervenção. Gostei muito da forma como conduziste a crítica sem perder a lucidez, deixando claro que a preocupação não nasce de ingenuidade diante do crime, mas da desconfiança histórica em relação aos “salvadores” que sempre chegam carregando seus próprios interesses.

A metáfora do tabuleiro ficou muito forte, porque transmite essa sensação de que nós, povos menores economicamente, muitas vezes assistimos às jogadas das grandes potências sem saber exatamente quais serão as próximas peças sacrificadas. Também achei muito inteligente a lembrança de que o tráfico não é um problema isolado das periferias ou das facções, mas um sistema profundamente infiltrado em estruturas políticas e econômicas globais.

E o fechamento foi certeiro. O ditado em inglês trouxe ironia, crítica e um toque de elegância ao mesmo tempo. Um texto firme, reflexivo e corajoso, escrito sem agressividade gratuita, mas carregado de questionamentos necessários.

ABRAÇO

Catolico disse...

Muito obrigado.

Teresa Isabel SIlva disse...

Parece que hoje em dia os USA podem dizer o que quiserem de quem quiserem!

Bjxxx,
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Linda's Relaxing Lair disse...

Thank you for sharing this, Cesar.