A minha resposta é direta e pode, com certeza, desapontar quem esperava outra coisa dessa postagem: Não sou eu nem tampouco você, que trabalha duro pra vencer com dignidade a batalha dos impostos e faturas de cada mês. Também não é a associação sem fins lucrativos, que distribui sopa no viaduto da tua metrópole. Muito menos aquela ONG que oferece cursos profissionalizantes à menores em situação de rua.
O vencedor dessa edição recebe, além da cobiçada taça , redondos US$ 50 milhões de dólares, quantia que, direcionada pro lugar certo, mitigaria a fome, ignorância e desigualdade entre muitos. Apesar de fã do esporte, não posso deixar de manifestar, nesse momento oportuno, a minha contrariedade com esse aspecto esbanjador do futebol. As cifras que movimentam a máquina futebolística, à nível nacional e continental, também, por sua vez, são milionárias e isso, de uns tempos pra cá, me tem feito refletir.
Não por acaso, aqui no país, dirigentes de clubes e confederações têm se embrulhado em prestações de contas mal feitas e desvios múltiplos de repasses. Poucas atividades personificam tão esplendidamente o monstro horripilante da má distribuição de renda.
E pra encerrar com chave de ouro, deixo-vos à título de informação, os valores que cada seleção desembolsou nessa brincadeira toda.
- Campeão: US$ 50 milhões
- Vice-campeão: US$ 33 milhões
- 3º lugar: US$ 29 milhões
- 4º lugar: US$ 27 milhões
- 5º ao 8º lugar: US$ 19 milhões
- 9º ao 16º lugar: US$ 15 milhões
- 17º ao 32º lugar: US$ 11 milhões
- 33º ao 48º lugar: US$ 9 milhões

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